15 de dezembro de 2021

EAST LONDON

 

O Autódromo Prince George é um circuito de automobilismo, localizado em East London, África do Sul.
Foi no início dos anos trinta que Brud Bishop, editor do jornal Daily Dispatch, passava uns dias na região costeira do Cabo Oriental e aproveitou a manhã de domingo para dar um passeio na nova estrada junto à costa marítima. Durante o passeio começou a ver que era um bom local para se fazer corridas de carros. Nascido em Inglaterra, Bishop, tinha grandes conhecimentos no meio automobilístico e colocou mãos à obra para realizar as corridas que idealizou.
No dia 27 de Dezembro de 1934, foi disputada a primeira corrida de 18 voltas ao circuito de 23,4 quilómetros e designado por Marine Drive, nos arredores da cidade, com a presença de 65 mil espectadores e que viram o Maserati do milionário americano Whitney Straight a ganhar a corrida. 
Em 1936, a pista foi reduzida para 17,7 quilómetros, passou a chamar-se Circuito Prince George e voltou a receber os carros de corrida até 1939. 
A Segunda Guerra Mundial interrompeu as corridas que voltaram na década de cinquenta mas já num circuito de novo remodelado, devido à construção de um aeroporto nos terrenos do antigo circuito. 
Em 1959, a pista voltou a ser alterada para ficar de acordo com os padrões da F1 da época. O circuito passou a ficar com 3,9 quilómetros de extensão, e uma zona de boxes mais moderna. 
No ano de 1960, foram disputadas duas corridas de Formula Libre, uma em Janeiro e outra em Dezembro, atraindo grande presença de público para ver alguns dos pilotos que também competiam no campeonato de F1. No ano seguinte os monolugares de F1 disputaram uma corrida no circuito de Prince George, mas para uma prova extra-campeonato, que Jim Clark venceu perante 67 mil espectadores.
No dia 29 de Dezembro de 1962, foi disputado o primeiro Grande Prémio de África do Sul a contar para o Campeonato do Mundo de F1. Jim Clark, em Lotus-Climax, voltou a mostrar toda a sua classe e dominou o Grande Prémio ao obter a pole-position e a estabelecer a volta mais rápida, na corrida liderou desde o arranque até à 62ª volta, quando o motor do seu Lotus começou a perder óleo, deixando a liderança a Graham Hill que venceu a prova ao volante de um BRM e sagrou-se Campeão do Mundo.
Em 1963, o escocês Jim Clark voltou a não dar hipóteses aos seus adversários e depois de repetir a pole-position do ano anterior, levou o seu Lotus-Climax à vitória na corrida e no campeonato de pilotos e construtores.
No dia 1 de Janeiro de 1965, O Circuito Prince George recebeu pela última vez o Grande Prémio de África do Sul naquela que foi a corrida inaugural da temporada. À imagem dos anos anteriores, Jim Clark voltou a estar num nível muito mais alto que todos os seus rivais e o domínio do piloto escocês foi ainda mais esmagador. Clark conquistou a pole-position, fez a volta mais rápida e venceu a corrida depois de liderar todas as 85 voltas da prova.
O Grande Prémio de África do Sul continuou a ser realizado mas no circuito de Kyalami, a norte de Joanesburgo.
Nos três anos que o circuito de Prince George recebeu a F1, Jim Clark e a Lotus foram os dominadores. Tanto Clark como a Lotus conseguiu 2 vitórias, 2 voltas mais rápidas e 3 pole-positions.

12 de dezembro de 2021

EMERSON FITTIPALDI

 

Emerson Wojciechowska Fittipaldi nasceu no dia 12 de Dezembro de 1946 em São Paulo, Brasil.
Em 1964 começou a competir em kartings, tendo-se estreado com uma vitória no dia 12 de Abril. No ano seguinte deixou os karts e passou a conduzir um Renault 1093, com o qual conquistou o campeonato paulista. Em 1967 começou a correr na Formula V e na temporada seguinte venceu o campeonato, com cinco vitórias em sete provas com um carro construído pelo seu irmão Wilson. 
Depois de ter ganho tudo no Brasil, Emerson foi para a Europa em 1969. Começou na Fórmula Ford e, após um difícil período de aprendizagem, ingressou na equipa de Denny Rowland, o que lhe permitiu obter alguns sucessos. Ainda nesse ano passou a competir na Formula 3, onde também se destacou e venceu o Troféu Lombank, o que despertou a atenção de Colin Chapman, o chefe da equipa Lotus, que lhe ofereceu o lugar de um F2 para 1970. Fittipaldi não ganhou nenhuma prova, mas seduziu o mundo do automobilismo com a sua condução cuidadosa e talento para o desenvolvimento.
No Grande Prémio de Inglaterra de 1970, Emerson estreia-se na F1 com o terceiro carro da Lotus, com Jochen Rindt e John Miles como pilotos principais. Nessa corrida de estreia, o jovem brasileiro terminou no 8º lugar depois de ter largado em 21º. Na prova seguinte, o Grande Prémio da Alemanha, Fittipaldi obteve o 4º lugar, tendo o seu companheiro de equipa, Jochen Rindt, vencido a corrida. No entanto, os planos da equipa Lotus para o que faltava da temporada mudaram drasticamente quando Jochen Rindt morreu em Monza. A Lotus, de luto, retirou-se da F1 durante as duas corridas seguintes e voltou na penúltima prova da temporada, para disputar o Grande Prémio dos Estados Unidos em Watkins Glen. Foi nessa corrida que Emerson venceu pela primeira vez na F1 e, ao mesmo tempo, impediu os seus adversários de alcançarem a pontuação de Jochen Rindt, que assim sagrou-se o primeiro, e até hoje, o único campeão póstumo da Formula 1.
O ano de 1971 não viu vitórias de Emerson, embora o seu desempenho consistente lhe tenha garantido três pódios.
Em 1972, Fittipaldi teve ao seu dispor o Lotus 72D, um monolugar que se mostrou extremamente competitivo e lhe deu a possibilidade de vencer por cinco vezes na temporada e conquistar o título de Campeão Mundial de Pilotos. Com 25 anos, oito meses e 29 dias, o brasileiro foi durante três décadas o mais jovem campeão de F1, recorde que só foi batido em 2005, pelo piloto espanhol Fernando Alonso.
No ano seguinte, Fittipaldi não consegue melhor do que ser vice-campeão, atrás do escocês Jackie Stewart. Como consolação fica a vitória de Emerson em Interlagos, na primeira vez que os carros de F1 correram no Brasil.
Em 1974 Fittipaldi muda-se para a McLaren. Depois de um décimo lugar na prova inaugural na Argentina, vence a segunda prova da temporada, o Grande Prémio do Brasil. Na Bélgica e Canadá também triunfou e ainda obteve quatro pódios. No final do ano sagra-se Bi-Campeão Mundial.
No ano de 1975, Fittipaldi apenas venceu por duas vezes (Argentina e Inglaterra) e foi incapaz de travar o austríaco Niki Lauda, acabando por ficar de novo com o vice-campeonato. 
No final de 1975 Emerson deixou todo o mundo da Formula 1 chocado ao deixar a McLaren para competir na Fittipaldi Automotive, uma equipa criada por si e pelo seu irmão Wilson, patrocinada pela Copersucar. Durante cinco anos, Emerson guiou os monolugares da sua equipa. O segundo lugar alcançado no Grande Prémio do Brasil em 1978, foi o melhor resultado que conseguiu. 
Foi no Grande Prémio dos Estados Unidos de 1980 que Emerson Fittipaldi correu pela última vez na F1, no mesmo circuito de Watkins Glen que se tinha estreado. 
Ao longo da sua carreira na Fórmula 1 disputou 149 Grandes Prémios, conquistou 14 vitórias, 6 pole positions, 6 melhores voltas, com um total de 276 pontos.
Em 1984, Emerson foi para os Estados Unidos para disputar o Campeonato CART. Conquistou o campeonato em 1989, ano em que venceu pela primeira vez as 500 Milhas de Indianápolis, tendo repetido o triunfo na mítica prova em 1991 e 1993. Em 1996 deu por terminada a sua participação na competição depois de um grave acidente no circuito de Michigan International Speedway. 

5 de dezembro de 2021

PETER GETHIN

 

Peter Kenneth Gethin nasceu no dia 21 de Fevereiro de 1940 em Ewell, Inglaterra.
Filho do famoso jockey Ken Gethin, Peter iniciou a sua carreira de piloto de automóveis em meados da década de sessenta na liga júnior da F3. Em 1967, passou a correr na F2 e dois anos depois foi recrutado por Bruce McLaren para conduzir o McLaren M10A da equipa Church Farm Racing da Formula 5000, tendo conquistado o título de campeão em 1969, mas também em 1970, com a equipa Syd Taylor Racing. 
No dia 2 de Junho de 1970, Peter Gethin estava a testar o McLaren M14 de F1 em Goodwood, precisamente no mesmo dia em que Bruce McLaren morreu quando testava o McLaren M8D, que iria usar no campeonato Can-Am, também em Goodwood. 
Peter Gethin ocupou o lugar que era de Bruce McLaren na sua equipa de F1 e assim estreou-se, como companheiro de Denny Hulme no Grande Prémio da Holanda de 1970. Nesse ano, Gethin disputou mais seis corridas e conseguiu o 6º lugar no Grande Prémio do Canadá, o que lhe valeu a conquista do seu primeiro ponto na F1.
No ano seguinte, Peter Gethin disputou as primeiras sete provas com a McLaren, mas os fracos resultados desportivos e a morte do piloto mexicano da BRM, Pedro Rodríguez, levaram Gethin a trocar de equipa em Agosto. Depois de um 10º lugar na Áustria, o britânico venceu em Itália e conquistou o seu primeiro e único triunfo na F1, naquela que foi a prova em que a distância entre o primeiro e segundo foi a menor em toda a história da F1. Ronnie Peterson, que terminou em 2º, ficou a apenas um centésimo de segundo, e os quatro primeiros separados por duas décimas de segundo. 
Em 1972, Gethin continuou na BRM, mas das dez corridas em que participou apenas conseguiu pontuar em Itália, onde foi 6º.
No ano de 1973, apenas disputou o Grande Prémio do Canadá, com a BRM, tendo desistido com problemas na bomba de óleo na 5ª volta.
Em 1974, participou no Grande Prémio de Inglaterra com a Embassy Hill, a equipa do antigo bi-campeão Graham Hill, mas também acabou por desistir logo na primeira volta, na corrida em que se despediu da F1.
No ano seguinte e tal como já tinha acontecido no ano anterior, Peter Gethin dedicou-se a tempo inteiro à F5000, tendo terminado o campeonato, em ambos os anos, na segunda posição.
Em 1977, voltou a participar no campeonato Can-Am e no final do ano colocou um ponto final na sua carreira de piloto.
Gethin continuou envolvido no automobilismo. Primeiro a gerir a carreira de alguns pilotos e mais tarde como Diretor-Desportivo da equipa de F1 Toleman. Ainda teve ao seu cargo uma escola de pilotagem em Goodwood e foi embaixador da Ferrari no Reino Unido.
No dia 5 de Dezembro de 2011, Peter Gethin morreu após doença prolongada.
Peter Gethin esteve cinco anos na F1. Disputou 30 Grandes Prémios. Conquistou 1 vitória e 1 pódio. 

1 de dezembro de 2021

MCLAREN MP4/4

 

O McLaren MP4/4 foi um dos carros mais dominadores da história da F1.
Em 1988, Ayrton Senna juntou-se a Alain Prost na equipa McLaren que conseguiu ainda os poderosos motores Honda que tinham ajudado a Williams a vencer o Campeonato do Mundo de Construtores em 1986 e 1987.
Desenhado pelo engenheiro norte-americano Steve Nichols, que liderou uma equipa que incluía Gordon Murray (Diretor Técnico), Neil Oatley (Designer Chefe), Gordon Kimball (Designer Chefe Adjunto), Pete Weismann (Engenheiro Chefe de Transmissão), Tim Wright (Engenheiro Principal) e Bob Bell (Aerodinamicista Chefe), o McLaren MP4/4 sofreu alguns atrasos na sua construção o que custou à equipa a ausência do novo carro nos testes de pré-época em Março, o que não era um bom presságio para a temporada que estava prestes a iniciar.
Com novas regras, impostas pela FIA, que limitavam a potência dos motores turbo, com a redução da pressão para 2,5 bar, assim como a redução do tanque de combustível para 150 litros, os engenheiros da McLaren e da Honda tiveram grandes dores de cabeça para contornar todas essas adversidades.
Quando o campeonato começou, com o Grande Prémio do Brasil, o McLaren MP4/4 mostrou-se muito mais rápido que todos os outros monolugares e nunca teve adversários à sua altura.
O McLaren MP4/4 ganhou 15 das 16 corridas do campeonato (Senna 8 e Prost 7). Conseguiu 15 pole-positions (Senna 13 e Prost 2) e teve os seus dois pilotos a arrancar da primeira linha da grelha de partida em 12 corridas. Os dois pilotos da McLaren terminaram dez corridas em 1º e 2º. Das quatro desistências que a equipa teve durante a temporada, apenas uma foi devido a causas mecânicas. No final do campeonato, a McLaren somou 199 pontos em 240 possíveis.
O McLaren MP4/4 liderou 1003 das 1031 voltas de todo o campeonato.
Números sensacionais para o carro que ofereceu o primeiro título de Campeão do Mundo a Ayrton Senna, sendo considerado por muitos como o melhor carro da história da F1.

28 de novembro de 2021

WOLF

 

A Walter Wolf Racing foi uma equipa de F1 que participou no Campeonato Mundial no final da década de setenta.
Walter Wolf, um milionário nascido na Áustria e naturalizado canadiano, fez fortuna na exploração de petróleo no Mar do Norte. Começou a aparecer na cena dos Grandes Prémios no início da década de setenta, tornando-se amigo de Frank Williams.
Em 1975, Wolf assumiu os débitos da Williams, que ascendiam a mais de 140 mil libras, ajudando-a a sobreviver. Meses depois, Wolf propôs a Frank Williams a compra de 60 por cento da Frank Williams Racing Cars Ltd., mantendo Frank como Diretor Administrativo. 
Dessa forma nasceu a equipa Wolf-Williams, com base nas mesmas instalações da Williams, em Bennett Road. O canadiano começou por utilizar o remanescente da Hesketh Racing, transformando-o no Williams FW05. O diretor técnico era Harvey Postlethwaite, Patrick Head o responsável pelo projeto do carro e Jacky Ickx e Michele Leclère os pilotos.
Os carros pretos e dourados não eram competitivos e, então, Wolf decidiu terminar a parceria com Frank Williams e formar a sua própria equipa.
A Walter Wolf Racing foi fundada nos primeiros dias de 1977 e desde logo Walter começou a fazer mudanças. Peter Warr entrou para ocupar o cargo que tinha sido de Frank Williams e Harvey Postlethwaite passou a ser o projectista chefe no lugar de Patrick Head que também deixou a equipa e acompanhou Frank Williams no seu novo desafio.
Na primeira corrida da temporada de 1977 na Argentina, Jody Scheckter, o novo piloto da Walter Wolf Racing, venceu a prova depois de ter largado do 11º lugar na grelha de partida. Scheckter liderou a corrida apenas por seis voltas, da 48ª até à 53ª e ofereceu a primeira vitória à Wolf Racing. Scheckter ganhou ainda o Grande Prémio do Mónaco e o Grande Prémio do Canadá, sendo essa a ultima vitória da Wolf Racing na F1. O piloto sul-africano terminou no pódio por seis vezes. No final do campeonato, Jody Scheckter ficou em 2º lugar e a equipa Wolf em 4º lugar.
No ano seguinte o 2º lugar na Alemanha e no Canadá foram os melhores resultados que Scheckter conseguiu, ainda obteve o 3º lugar no Mónaco e nos Estados Unidos.
Em 1979 Jody Scheckter ingressou na Ferrari e a Wolf contratou James Hunt. Após sete corridas, onde colecionou seis desistências e apenas obteve o 8º lugar no Grande Prémio de África do Sul, Hunt decidiu deixar a F1. Walter Wolf rapidamente assegurou os serviços de Keke Rosberg, o piloto sueco estreou-se com o 9º lugar no Grande Prémio de França, mas nas restantes sete provas desistiu seis vezes e não conseguiu qualificar-se para o Grande Prémio do Canadá.
No final da temporada, Walter Wolf, cansado da sua aventura, decidiu deixar a F1 e fechou a equipa.
Nos três anos em que participou no Campeonato do Mundo de F1, a Wolf Racing disputou 47 Grandes Prémios, conquistou 3 vitórias, 1 pole-position, 2 voltas mais rápidas e 13 pódios.  

24 de novembro de 2021

JO BONNIER

 

Joakim Bonnier nasceu no dia 31 de Janeiro de 1930 em Estocolmo, Suécia.
Filho de uma família abastada, o seu pai Gert Bonnier era professor de genética na Universidade de Estocolmo, e herdeiro da editora Bonniers Aktiebolag. Jo Bonnier ainda chegou a tencionar entrar no negócio editorial da família, contra a vontade dos seus pais que queriam que seguisse medicina. Depois de estudar línguas, durante um ano, na Universidade de Oxford, em Inglaterra, Jo Bonnier rumou a Paris onde estudou sobre os meandros da publicação.
Com 17 anos, ainda antes de ter viajado para Inglaterra e França, Jo Bonnier começou a tomar o gosto pela competição motorizada a competir com uma velha Harley-Davidson. Mais tarde, já depois de regressar à Suécia após a sua estadia em França, Bonnier começou a disputar corridas de automóveis com um Simca em ralis e em provas sobre o gelo.
No dia 2 de Setembro de 1956, Jo Bonnier tornou-se no primeiro piloto sueco a correr na F1. A estreia aconteceu em Monza, onde se disputou o Grande Prémio de Itália, ao volante de um Maserati 250F, Bonnier acabou por desistir na 7ª volta devido a problemas de motor.
No ano seguinte participou em apenas quatro Grandes Prémios, terminando apenas na Argentina onde foi 7º.
Em 1958, conquistou os seus primeiros pontos na F1 com o 4º lugar no Grande Prémio de Marrocos a bordo de um BRM.
No ano de 1959 e depois de ter desistido na corrida inaugural do campeonato, no Mónaco, Bonnier obteve a sua única pole-position na F1 em Zandvoort onde se disputou o Grande Prémio da Holanda, na corrida o piloto sueco liderou pela primeira vez durante 58 voltas e venceu a prova, também a sua única vitória na F1. Nesse ano ainda foi 5º na Alemanha.
Jo Bonnier continuou a pilotar carros de F1 até ao ano de 1971. Sem nunca mais subir a um pódio, conseguiu pontuar em todos os campeonatos, com excepção dos últimos três. 
Para além da Maserati e da BRM, Bonnier correu com a Porsche, Cooper, Brabham, McLaren, Honda e Lotus. 
Em 1967 criou a sua própria equipa, a Joakim Bonnier Racing Team, com a qual correu até terminar a sua carreira de piloto de F1 no Grande Prémio dos Estados Unidos de 1971, em Watkins Glen.
Jo Bonnier foi ainda um piloto de eleição nas corridas de Endurance. Venceu as 12 Horas de Sebring em 1960 e 1962, a Targa Florio em 1960 e 1963, e os 1000 Quilômetros de Nurburgring em 1966. Em 1970 venceu o Campeonato Europeu de carros de Sport e participou 13 vezes nas 24 Horas de Le Mans, entre 1957 e 1972, terminando no 2º lugar em 1967. Foi precisamente em Le Mans, que Jo Bonnier morreu, quando o seu Lola colidiu com um Ferrari, voando e desintegrando-se no meio das árvores, na recta de Hunaudières.
Nos 16 anos que esteve envolvido na F1, Jo Bonnier disputou 104 Grandes Prémios. Conquistou 1 vitória, 1 pole-position e 1 pódio.

21 de novembro de 2021

ROLAND BRUYNSERAEDE


Roland Bruynseraede nasceu no dia 15 de Outubro de 1939 em Manhay, Bélgica.
Apesar de ter nascido na Bélgica, cresceu na Alemanha onde estudou e se formou em engenharia. Depois de ter terminado os estudos, passou a trabalhar na Ford Motor Company. 
No ano de 1971, Bruynseraede substituiu Pierre Stasse no cargo de assistente de pista no circuito belga de Zolder e em 1982 começou a se envolver na organização de provas internacionais de automobilismo.
No início do ano de 1987, Roland Bruynseraede assumiu o cargo de Inspetor-Chefe dos circuitos de F1 e também passou a ser o responsável pelos semáforos que davam a partida das corridas de F1. Mais tarde, passou a ser Diretor de Corrida e também, Delegado de Segurança da FIA. 
Em Dezembro de 1995, deixou a F1 para se dedicar ao ITCC (Campeonato Internacional de Carros de Turismo) e também ao DTM (Campeonato Alemão de Carros de Turismo), onde assumiu as funções idênticas às que já desempenhava na F1, Diretor de Corrida e Delegado de Segurança. 
No dia 31 de Maio de 2007, após a prova do DTM no circuito alemão de Lausitzring, Roland Bruynseraede foi demitido de todas as funções que desempenhava no campeonato devido a um erro no acionamento do Safety Car e posteriormente afastou-se do desporto automóvel. 


17 de novembro de 2021

JACQUES LAFFITE


Jacques-Henri Marie Sabin Laffite nasceu no dia 21 de Novembro de 1943 em Paris, França.
Jacques Laffite estudou na Cours Hattemer, uma escola particular que foi frequentada por Bảo Đại (o último Imperador do Vietname) e por Rainier III (príncipe do Mónaco). Jacques, o quarto de uma família de seis filhos, foi incentivado pelos seus pais a seguir uma carreira de advocacia, mas decidiu dedicar-se ao automobilismo, contra a vontade dos pais que nunca tiveram um carro. 
Amigo de Jean-Pierre Jabouille, desde os 11 anos, Jacques seguiu Jabouille quando este começou a competir em corridas com um Renault-Gordini em 1966. No ano seguinte, Jabouille convidou Laffite para ser um dos seus mecânicos e os dois continuaram juntos até 1969, altura em que Laffite decidiu dedicar-se à carreira de piloto. Para isso inscreveu-se no curso Volante Schell, da escola de Tico Martini. Jacques foi o segundo melhor aluno e tentou a sua sorte na F3, mas rapidamente esgotou as verbas que tinha disponíveis e passou para a Formula Renault, tendo conquistado o campeonato francês de 1971. No ano de 1973, regressou à F3 e venceu no Mónaco, a corrida de apoio ao Grande Prémio de F1. Em 1974 e 1975, disputou o campeonato europeu de F2, tendo conquistado o título de campeão em 1975. 
Foi no ano de 1974, que Jacques Laffite estreou-se na F1 com um Iso-Marlboro-Ford da equipa de Frank Williams no Grande Prémio da Alemanha. Laffite disputou as últimas cinco provas do campeonato, mas sem sucesso.
No ano seguinte, Laffite apenas pontuou numa prova, foi na Alemanha, em Nurburgring, onde terminou a corrida num surpreendente 2º lugar, conseguindo assim e em simultâneo, o seu primeiro pódio e os seus primeiros pontos na F1. 
Em 1976, ingressou na Ligier. Laffite esteve nove anos na equipa gaulesa de Guy Ligier. Pelo meio teve uma passagem, sem brilho, pela Williams em 1983 e 1984. 
Foi com a Ligier que Laffite teve sucesso na F1. No Grande Prémio de Itália de 1976, conquistou a sua primeira pole-position e foi ainda nesse ano, no Grande Prémio do Japão, que conseguiu a sua primeira volta mais rápida. Em 1977, no Grande Prémio da Suécia disputado no circuito de Anderstorp, conquistou a sua primeira vitória, após liderar a corrida apenas durante três voltas. Para além da primeira vitória de Laffite, foi também o primeiro triunfo da Ligier na F1. 
Entre 1979 e 1981, Laffite viveu os melhores anos da sua carreira de piloto de F1. Durante esses três anos venceu cinco provas (Brasil e Argentina em 1979, Alemanha em 1980, Áustria e Canadá em 1981), conquistou seis pole-positions (Argentina, Brasil, Espanha e Bélgica em 1979, França em 1980 e Espanha em 1981). Nessas três temporadas terminou o campeonato no 4º lugar.
O Grande Prémio de Inglaterra de 1986 marcou a despedida de Jacques Laffite da F1, depois de se ter envolvido num acidente múltiplo na partida em que fraturou as duas pernas. 
Recuperado dos ferimentos, Laffite ainda correu em provas de turismo, inclusive no DTM, o Campeonato Alemão de Carros de Turismo. Disputou também as 24 Horas de Le Mans em 1990, 1993, 1994 e 1996, tal como tinha feito em 1972, 1973, 1974, 1977 e 1978.
Em 1975, ao volante de um Alfa Romeo T33 que partilhou com Arturo Merzario, ganhou os 800 quilómetros de Dijon, os 1000 Quilómetros de Monza e os 1000 Quilómetros de Nurburgring. No ano de 1988, dividiu um BMW M3 Evo com Olivier Grouillard e venceu os 500 Quilómetros de Monza e de Nurburgring.  
Jacques Laffite esteve 13 anos na F1. Disputou 176 Grandes Prémios. Conquistou 6 vitórias, 7 pole-positions, 7 voltas mais rápidas e 32 pódios.