30 de dezembro de 2020

FRANK WILLIAMS


Sir Francis Owen Garbett Williams, mais conhecido por Frank Williams, nasceu no dia 16 de Abril de 1942 em South Shields, Inglaterra.
Criado pelos tios, depois da separação dos seus pais, Frank passou grande parte da sua infância no St Joseph's College, um colégio interno em Dumfries, na Escócia. 
A sua paixão por carros e velocidade nasceu quando o pai de um amigo seu lhe deu boleia num Jaguar XK 150S, chegando a atingir os 160 quilómetros por hora.
Após uma breve carreira como mecânico e piloto, Frank fundou a Frank Williams Racing Cars, em 1966, financiada pelo seu trabalho de compra e venda de automóveis. O negócio era muito simples, em troca do carro antigo e de uma verba em dinheiro, prometia aos proprietários o envio de um exemplar do mesmo modelo, mas novo. Porém, o que Frank Williams fazia era simplesmente desmontar e limpar o carro velho e devolvê-lo.
Em 1969, participou no Campeonato Mundial de F1, tendo comprado um chassis Brabham para o piloto Piers Courage, que terminou duas provas (Mónaco e Estados Unidos), no 2º lugar. Na quinta prova do campeonato de 1970, na Holanda, Courage sofreu um brutal acidente, que o matou aos 28 anos.
Nos anos seguintes, a Frank Williams Racing Cars nunca ganhou uma corrida na Fórmula 1 e, estrangulada pelas dívidas, viria a ser vendida ao milionário canadiano Walter Wolf, que manteve Frank na liderança técnica. Porém, a parceria durou pouco tempo. Reza a lenda que um dia, em 1977, ao tentar entrar na fábrica, encontrou as fechaduras mudadas. Tinha sido despedido e entrou em depressão.
Frank depressa se ergueu e juntamente com o engenheiro e projetista Patrick Head, fundou a Williams Grand Prix Engineering Limited, no ano de 1977.
As ideias de Head revelaram-se revolucionárias e apesar de a fábrica estar instalada num antigo armazém de carpetes, os resultados começaram a aparecer. A primeira vitória surgiu precisamente em Silverstone, em 1979, e os primeiros campeonatos, de pilotos (pelo australiano Alan Jones) e de construtores apareceram em 1980.
Tudo corria sobre rodas em meados dos anos 80 e para trás ficavam os tempos em que Frank geria a equipa a partir de uma cabine telefónica, porque a linha na fábrica fora cortada por falta de pagamento. No entanto, o dia 8 de Março de 1986 mudaria muita coisa. Após um dia de testes no circuito francês de Paul Ricard, nos arredores de Marselha, despistou-se ao volante de um automóvel. Frank Williams assume que conduzia “como um louco” e que queria apanhar o último voo de volta a Inglaterra, onde pretendia correr uma meia-maratona no dia seguinte. Uma fractura entre a quarta e a quinta vértebra cervicais deixaram-no paralisado do pescoço para baixo. A situação chegou a ser tão grave que os médicos franceses sugeriram que as máquinas fossem desligadas. A sua esposa, Virginia Williams, recusou e transferiu-o para Inglaterra, onde conseguiu recuperar. Em Julho de 1986, mais uma vez em Silverstone, voltou ao comando da equipa. 
Entre 1980 e 1997, ano dos últimos títulos, a Williams ganhou nove campeonatos de construtores e sete de pilotos. 
Apesar de todas as vitórias e de todos os títulos conquistados, Frank Williams carrega a mágoa de ter perdido Ayrton Senna ao volante de um dos seus carros. Desde esse dia, todos os carros da equipa têm uma homenagem na forma de um pequeno logotipo de Senna nos suportes da asa dianteira ou nas proximidades.
Em Março de 2012, Frank Williams anunciou que deixaria o conselho da Williams Racing F1 e seria substituído pela sua filha Claire Williams, no entanto Frank ainda permanece com a equipa na função de director de equipa.
Frank Williams foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico pela Rainha Isabel II em 1986 e recebeu o título de cavalaria em 1999. Foi também nomeado Cavaleiro da Legião de Honra pela França, pelo seu trabalho nos motores Renault F1.
Em 2008, Frank Williams recebeu o troféu Wheatcroft, em reconhecimento pela sua contribuição significativa ao automobilismo.
Sir Frank Williams faleceu no dia 28 de Novembro de 2021.

27 de dezembro de 2020

WATKINS GLEN


O Autódromo Watkins Glen International é um circuito de automobilismo que fica situado na vila de Watkins Glen, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos da América. 
No dia 2 de Outubro de 1948, realizou-se a primeira corrida em Watkins Glen, com Cameron Argetsinger, um jovem estudante de direito que passava as suas férias de verão em Watkins Glen, a tomar a iniciativa de organizar a prova, que era disputada num traçado que usava as estradas públicas que envolviam a pequena localidade num circuito de cerca de 10 quilómetros.
Essa foi também a primeira corrida de automobilismo que se disputou nos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. Uma prova que depressa ganhou popularidade e que atraiu os pilotos de todo o país.
Em 1953, o traçado da pista foi alterado e passou a contar com 7,403 quilómetros de extensão. Seis anos mais tarde foi construído o circuito permanente de Watkins Glen, projectado por Bill Miliken juntamente com alguns professores de Engenharia da Universidade de Cornell e com o financiamento de Cameron Argetsinger. 
A nova pista de 3.782 quilómetros recebeu, em 1961, o Grande Prémio dos Estados Unidos de F1, pela primeira vez. Jack Brabham em Cooper-Climax obteve a pole-position e a volta mais rápida na corrida, mas coube a Innes Ireland em Lotus-Climax vencer a prova. A corrida, que foi a última do campeonato, ficou marcada pela ausência da Ferrari e do recém Campeão Mundial de Pilotos, o norte-americano Phil Hill, devido à morte do seu companheiro de equipa Wolfgang von Trips, na prova anterior em Itália.
Em 1971, o circuito foi modificado e passou a ter uma extensão de 5.435 quilómetros.
Nos vinte anos que o Autódromo de Watkins Glen sediou o Grande Prémio dos Estados Unidos, a prova americana, sendo uma das últimas corridas do campeonato, contou com muitos momentos emocionantes, como a consagração de Campeões Mundiais, pilotos a estrearem-se a vencer, mas também teve o lado mais angustiante com a morte de François Cevert em 1973 e de Helmut Koinigg em 1974. Innes Irelande (1961), Jochen Rindt (1969), Emerson Fittipaldi (1970) e François Cevert (1971), foram os pilotos que venceram pela primeira vez na F1 em Watkins Glen. Niki Lauda em 1975 e Alan Jones em 1980 foram os dois pilotos que se sagraram Campeões Mundiais no Grande Prémio dos Estados Unidos.
Em 1965, 1970 e 1972, a corrida norte-americana recebeu da Associação de Pilotos de Grande Prémio, a distinção para a melhor organização de uma prova do campeonato de F1.
Graham Hill e Jim Clark, ambos com 3 vitórias, são os pilotos com mais vitórias em Watkins Glen. A Lotus, com 7 triunfos, é a equipa que mais vezes venceu a prova americana.

23 de dezembro de 2020

MERCEDES


A Mercedes-Benz Grand Prix Limited é uma equipa de automobilismo do departamento de competição da marca alemã Mercedes-Benz.
Foi no final do século XIX que Gottlieb Daimler, Wilhelm Maybach e Karl Benz inventaram, independentemente, o primeiro automóvel movido por um motor de combustão. Contudo Daimler e Maybach não conheciam Karl Benz.
Em 1890, Daimler e Maybach fundaram a Daimler-Motoren-Gesellschaft (DMG) e venderam o seu primeiro automóvel em 1892. Já Karl Benz, criou a Benz & Cia e construiu o seu primeiro carro de quatro rodas em 1891.
A Daimler-Motoren-Gesellschaft (DMG) construiu um novo automóvel em 1899 que foi batizado com o nome da filha de Emil Jellinek, Mercedes Jellinek. 
No dia 28 de Junho de 1926 aconteceu a fusão das empresas fundadas por Karl Benz e Gottlieb Daimler, a Daimler-Benz. Logo de seguida foram produzidos os primeiros automóveis da marca Mercedes-Benz.
Os filhos de Gottlieb Daimler, Paul e Adolf, recordam-se do seu pai ter usado a estrela de três pontas como símbolo. 
Durante o período de 1872 a 1881, Gottlieb Daimler foi o Director Técnico da Deutz Gasmotorenfabrik. No início da sua carreira, marcou numa fotografia a sua casa de Colónia e Deutz, uma estrela de três pontas. Ele assegurou à sua mulher que esta estrela um dia subiria, gloriosamente sobre a sua propriedade. O Conselho de Direcção da DMG apoderou-se desta afirmação e, em Junho de 1909, registou a estrela de três pontas como marca. A partir de 1910, a estrela de três pontas acabou por ser utilizada tridimensionalmente na parte frontal dos veículos, junto do radiador. 
Foi já com a estrela de três pontas que a Mercedes começou a competir nas pistas europeias na década de vinte do século passado. Nos anos trinta, e com um forte apoio do regime nazista, os Mercedes, que ficaram a ser conhecidos por "Flechas de Prata", dominaram as corridas de Grande Prémio, principalmente através do seu piloto Rudolf Caracciola que venceu o Campeonato Europeu de Automobilismo em 1935, 1937 e 1938.
Em 1954, a Mercedes participou pela primeira vez no Campeonato do Mundo de F1. A estreia aconteceu no Grande Prémio de França, prova que a Mercedes dominou por completo. Juan Manuel Fangio obteve a pole-position e conquistou a vitória na frente do seu companheiro de equipa Karl Kling. O outro piloto da equipa, Hans Hermann, conseguiu a volta mais rápida da corrida. A Mercedes e Fangio voltaram a ganhar na Alemanha, Suíça e Itália e no final da temporada o piloto argentino sagrou-se Campeão Mundial.
O ano de 1955 foi de domínio esmagador da Mercedes. Das sete provas da temporada (incluindo as 500 Milhas de Indianápolis, que na década de cinquenta fazia parte do calendário de F1), a Mercedes ganhou cinco. Quatro com Fangio e uma com o novo piloto da equipa, o britânico Stirling Moss. Fangio voltou a vencer o campeonato. Mas esse ano de 1955 ficou marcado pelo grave acidente da Mercedes nas 24 Horas de Le Mans que matou o seu piloto, Pierre Levegh e mais 80 espectadores e que levou a marca alemã a retirar-se do automobilismo, incluindo da F1.
No dia 16 de Novembro de 2009, a Mercedes anunciou a compra da equipa Brawn GP, que passou a chamar-se Mercedes-AMG Petronas F1 Team. Nesse mesmo mês a equipa alemã contratou o piloto Nico Rosberg e dias depois anunciou a contratação de Michael Schumacher.
A primeira prova de 2010, o Grande Prémio do Bahrain, assinalou o regresso da Mercedes à F1. Nesse ano o melhor que conseguiu foi o 3º lugar de Rosberg na Malásia, China e Inglaterra.
O ano de 2011 foi ainda pior, a equipa não conseguiu sequer um único pódio.
Em 2012, os "Flecha de Prata" voltaram a brilhar. No Grande Prémio da China, Nico Rosberg levou o Mercedes à pole-position e à conquista da vitória, 57 anos depois da última em 1955. Com esse triunfo, Nico Rosberg tornou-se no primeiro piloto alemão a ganhar uma corrida de F1 ao volante de um carro também alemão.
Para 2013, a Mercedes contratou Lewis Hamilton para ser companheiro de equipa de Nico Rosberg e Toto Wolff para ocupar o cargo de director executivo e assumir a coordenação de todas as actividades relacionadas com automobilismo da Mercedes. Nesse ano a equipa conquistou três vitórias, duas para Rosberg (Mónaco e Inglaterra), e Hamilton venceu o Grande Prémio da Hungria.
Em 2014, a Mercedes venceu 16 das 19 corridas da temporada. 5 com Nico Rosberg e 11 com Lewis Hamilton que se sagrou Campeão do Mundo de Pilotos, a Mercedes venceu o título de Campeão Mundial de Construtores pela primeira vez na sua história.
O ano seguinte foi igual em quase tudo. A Mercedes apenas não ganhou 3 das 19 provas do campeonato, Rosberg conseguiu 6 vitórias, Hamilton triunfou por 10 vezes e repetiu a conquista do título de campeão, tal como a Mercedes.
Em 2016, a equipa alemã venceu 19 Grandes Prémios, falhando apenas a vitória em dois. Rosberg ganhou 9 provas, Hamilton venceu em 10, mas nas contas finais do campeonato o piloto alemão levou a melhor e conquistou o título de Campeão Mundial de Pilotos com uma vantagem de 5 pontos e retirou-se da F1. A equipa Mercedes ganhou pela 3ª vez o Campeonato do Mundo de Construtores.
Para 2017, a Mercedes contratou Valtteri Bottas como parceiro de Lewis Hamilton. O domínio da equipa alemã continuou mas já não foi tão evidente, pois venceu 12 das 20 corridas da temporada, mas foi o bastante para conquistar o 4º título de construtores. Lewis Hamilton conseguiu nove vitórias, contra três de Bottas, e reconquistou o título de Campeão Mundial de Pilotos.
Em 2018, a Mercedes teve a oposição da Ferrari e da Red Bull, apesar de algumas dificuldades a marca germânica ganhou 11 provas, todas através de Lewis Hamilton e venceu o 5º campeonato de construtores, e Hamilton conquistou, também o 5º título de pilotos.
No ano de 2019, a Mercedes voltou a superiorizar-se ainda mais aos seus adversários. Das 21 provas que completaram o calendário os "Flecha de Prata" venceram 15. Bottas ganhou 4 corridas e Hamilton 11. A Mercedes conquistou o 6º título de construtores consecutivo, o que aconteceu pela primeira vez na história da F1. Hamilton sagrou-se de novo Campeão Mundial de Pilotos.
Em 2020, a Mercedes voltou a esmagar os adversários. Das 17 provas da temporada a marca alemã venceu 13, e na 13ª corrida do campeonato, o Grande Prémio da Emília Romanha disputado no circuito de Imola, a Mercedes conquistou o seu 7º título de Campeão do Mundo de Construtores. Lewis Hamilton que bateu o recorde de vitórias de Michael Schumacher no Grande Prémio de Portugal disputado no circuito de Portimão, onde obteve o seu 92º triunfo, sagrou-se pela 7ª vez Campeão Mundial de Pilotos ao vencer o Grande Prémio da Turquia, igualando o número de títulos de Schumacher.
Em 2021, a Mercedes venceu 9 corridas. Hamilton ganhou 8 vezes e Bottas apenas 1. O piloto britânico perdeu o titulo de pilotos, no entanto a Mercedes conquistou pela 8ª vez o titulo de Campeão do Mundo de Construtores.
Nos 15 anos que a Mercedes esteve envolvida na F1, disputou 254 Grandes Prémios. Conquistou 124 vitórias, 135 pole-positions, 94 voltas mais rápidas e 266 pódios.
Sagrou-se Campeão do Mundo de Construtores 8 vezes: 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021. Venceu o Campeonato do Mundo de Pilotos 9 vezes: Juan Manuel Fangio (1954 e 1955), Lewis Hamilton (2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020), Nico Rosberg (2016).

20 de dezembro de 2020

TONY BROOKS

 

Charles Anthony Standish Brooks, mais conhecido como Tony Brooks, nasceu no dia 25 de Fevereiro de 1932 em Dukinfield, Inglaterra.
Depois de ter sido educado no Mount St Mary's College, Tony Brooks seguiu as pisadas do seu pai, Charles Standish Brooks, e formou-se em medicina dentária.
No ano de 1952, começou a disputar corridas com um Austin-Healey, mas algum tempo depois passou a conduzir um Frazer Nash. 
Em 1955, Tony Brooks decidiu que o seu futuro iria ser o automobilismo. Ao volante de um Connaught de F2, participou em algumas corridas extra-campeonato de F1 e venceu o Grande Prémio de Siracusa, um feito que teve grande impacto no desporto automobilístico da época, já que foi a primeira vitória internacional de um carro britânico, desde o Grande Prémio de San Sebastián de 1924.
Em 1956, Brooks foi contratado pela equipa de F1 BRM e estreou-se no Campeonato do Mundo no Grande Prémio do Mónaco. Depois de ter alcançado o 13º lugar na gelha de partida, não conseguiu participar na corrida devido a um problema no motor do seu carro. A sua primeira corrida acabou por acontecer dois meses mais tarde no Grande Prémio de Inglaterra, no Circuito de Silverstone, onde largou do 9º lugar mas acabou por desistir na 39ª volta na sequência de um acidente, do qual saiu com uma perna fracturada mas que poderia ter tido consequências bem mais graves.
No ano de 1957, Tony Brooks ingressou na Vanwall e fez equipa com Stirling Moss. Depois de ter começado a temporada com o 2º lugar no Grande Prémio do Mónaco, obtendo o seu primeiro pódio e os primeiros pontos na F1, Brooks conquistou a vitória no Grande Prémio de Inglaterra, com um carro que dividiu com Stirling Moss. Foi a primeira vez que um carro britânico ganhou um Grande Prémio a contar para o Campeonato Mundial e também o primeiro triunfo de um carro e piloto inglês no Grande Prémio de Inglaterra. 
No ano seguinte, Brooks terminou quatro das nove corridas do campeonato, dessas quatro venceu três (Bélgica, Alemanha e Itália) e terminou em 7º lugar, fora dos lugares pontuáveis, no Grande Prémio de Inglaterra. No final da temporada somou 24 pontos e foi terceiro classificado, atrás de Stirling Moss e do campeão Mike Hawthorn.
Em 1959, Brooks foi contratado pela Ferrari e esteve na luta pelo título de campeão até à última corrida do campeonato. O piloto britânico ganhou em França e na Alemanha, na única corrida disputada no Circuito de AVUS. Pelo meio disputou o Grande Prémio de Inglaterra com um Vanwall, devido aos trabalhadores da Ferrari em Itália estarem em greve e terminou o campeonato no segundo lugar com menos quatro pontos do que Jack Brabham.
No ano de 1960, rumou à Cooper mas não conseguiu vencer nenhuma corrida, nem sequer subir ao pódio, o melhor resultado que alcançou foi 4º lugar no Grande Prémio do Mónaco.
Em 1961, Brooks regressou à BRM, onde encontrou um carro que também não era competitivo, ainda assim conseguiu o 3º lugar no Grande Prémio dos Estados Unidos, a ultima prova da temporada e também a sua despedida da F1.
Tony Brooks faleceu no dia 3 de Maio de 2022, com 90 anos.
Tony Brooks esteve seis anos na F1. Disputou 38 Grandes Prémios. Conquistou 6 vitórias, 3 pole-positions, 3 voltas mais rápidas e 10 pódios.

16 de dezembro de 2020

SID WATKINS

 

Eric Sidney Watkins, mais conhecido como Sid Watkins, nasceu no dia 6 de Setembro de 1928 em Liverpool, Inglaterra.
Formou-se em medicina na Universidade de Liverpool em 1952, depois serviu durante quatro anos o Corpo Médico do Exército Real em África, onde colocou em prática o seu gosto pelo automobilismo ao disputar o Rali de África Ocidental em 1955. Regressou a Inglaterra em 1958 para se especializar em neurocirurgia na Radcliffe Infirmary em Oxford.
No ano de 1961, Sid Watkins esteve pela primeira vez presente num centro médico de apoio a uma prova automobilística, em Brands Hatch numa corrida de karting.
Em 1962 recebeu uma oferta para ser professor de neurocirurgia na State University of New York, Watkins mudou-se para Syracuse e manteve o interesse no automobilismo no circuito de Watkins Glen. Watkins levou quatro membros para o circuito e o seu próprio equipamento médico devido à falta de material fornecido pelos funcionários do circuito.
Em 1970 voltou a Inglaterra para assumir as funções de chefe de neurocirurgia no Hospital de Londres e foi também convidado a ingressar no painel médico do Royal Automobile Club no mesmo ano.
Em 1978, Sid Watkins conheceu Bernie Ecclestone, na época director executivo da Associação de Construtores de F1, que lhe propôs o cargo de médico-chefe oficial de corrida na F1, ofício que desde logo Watkins aceitou e que desempenhou até 2005. O seu primeiro dia como Delegado Médico e de Segurança, foi em Brands Hatch onde se apresentou aos pilotos.
A sua nomeação começou por não ser bem recebida pelos dirigentes de alguns dos circuitos de corrida, que viam na sua nomeação uma maneira de fiscalizar o seu desempenho. Na época, as instalações médicas, na maior parte das vezes, consistiam em apenas uma tenda. 
No Grande Prémio de Itália de 1978, Ronnie Peterson teve um violento acidente na primeira volta, com o carro a pegar fogo. Os colegas Clay Regazzoni, Patrick Depailler e James Hunt, tiraram o piloto italiano dos destroços, mas quando Watkins chegou ao local, a polícia italiana tinha formado um cordão humano para impedir que as pessoas entrassem na área. Watkins foi inicialmente impedido de assistir o piloto e houve um longo atraso de aproximadamente 18 minutos antes que uma ambulância chegasse para levar Peterson ao hospital, onde morreu no dia seguinte. Após a corrida, Watkins exigiu que Ecclestone fornecesse melhores equipamentos de segurança, um anestesista, um carro médico e um helicóptero médico. Todos os pedidos de Sid Watkins foram fornecidos na corrida seguinte nos Estados Unidos. Ficou também decidido que o carro médico que levava Sid Watkins, seguiria os carros de corrida na primeira volta da corrida para prestar ajuda imediata no caso de um incidente na primeira volta.
Em 1981, a FISA, o órgão dirigente do automobilismo da época, nomeou uma Comissão Médica e elegeu Sid Watkins Presidente.
No Grande Prémio de Inglaterra, em 1985, Watkins recebeu um troféu de prata durante o briefing dos pilotos. No troféu poderia ler-se: "Ao professor, nossos agradecimentos por sua inestimável contribuição para a Fórmula 1. É bom saber que você está lá".
Em 1992 Sid Watkins fundou a Brain and Spine Foundation, uma instituição de caridade com o objectivo de melhorar a prevenção, tratamento e atendimento de pessoas afectadas por distúrbios do cérebro e da coluna vertebral.
O Comité Consultivo de Segurança da FIA foi criado em 1994, com Sid Watkins a ser nomeado presidente. 
Sid Watkins foi agraciado com o Prémio Mario Andretti de Excelência Médica em 1996.
Em 2002, foi nomeado oficial da Ordem do Império Britânico pelo reconhecimento do seu trabalho na melhoria da segurança das corridas de F1.
A Universidade de Liverpool agraciou-o como doutorado honorário durante uma cerimónia em Liverpool, no dia 8 de Julho de 2004. A 12 de Outubro, Sid Watkins tornou-se o primeiro presidente da Fundação FIA para o Automóvel e a Sociedade. Em Dezembro desse ano, tornou-se o primeiro presidente do Instituto de Segurança Automobilística da FIA, ambos criados em homenagem ao centésimo aniversário da FIA.
Em Julho de 2008, Watkins foi homenageado com o prémio de "Maior contribuição destacada para a indústria automobilística", apresentado por Martin Brundle na Câmara dos Lordes. 
No dia 8 de Dezembro de 2011, foi anunciado que Watkins deixaria o cargo de Presidente do Instituto FIA, mas continuava com um papel honorário. Um dia depois de se aposentar, recebeu a medalha de ouro da FIA Academy para o desporto a motor na cerimónia oficial de entrega de prémios da FIA no Dubai.
A sua habilidade e competência foram decisivos para melhorar a segurança dos carros e das pistas, além de salvar a vida de muitos pilotos, entre eles: Didier Pironi, Nelson Piquet, Gerhard Berger, Martin Donnelly, Érik Comas, Rubens Barrichello, Karl Wendlinger, Mika Hakkinen, Michael Schumacher e Luciano Burti.
Mas o Professor Sid Watkins também teve que encarar de perto a morte de Ronnie Peterson, Gilles Villeneuve, Ricardo Paletti, Roland Ratzenberger e especialmente seu grande amigo Ayrton Senna.
Sid Watkins fez uma revelação sobre o atendimento a Ayrton Senna, na curva Tamburello : "Nós o tiramos do cockpit, tiramos o seu capacete e o entubamos. E eu percebi pelos seus sinais neurológicos, que era uma lesão letal na cabeça. Ele suspirou por um instante e o seu corpo relaxou. E foi naquele momento.... e eu não sou religioso, eu pude sentir que o seu espírito havia partido".
Sid Watkins morreu no dia 12 de Setembro em Londres.

13 de dezembro de 2020

CLERMONT-FERRAND

 

O Autódromo de Charade, mais conhecido por Circuito de Clermont-Ferrand, é uma pista francesa de automobilismo, situado nos arredores da cidade de Clermont-Ferrand.
Começou no ano de 1908 o interesse por ter corridas de automóveis na região, mas esse desejo acabou por nunca se concretizar. 
Após a Segunda Guerra Mundial, o presidente da Associação Desportiva do Automóvel Clube de Auvergne, Jean Auchatraire, e o piloto Louis Rosier, planearam um percurso, entre 4 a 6 quilómetros, nas ruas que delimitavam a cidade de Clermont-Ferrand. 
Em 1955, quando estava tudo acordado para a realização da corrida, aconteceu o trágico acidente nas 24 Horas de Le Mans, onde morreram 80 pessoas e 120 ficaram feridas, o que levou ao cancelamento da prova.
Mas o apetite por corridas continuou e dois anos mais tarde iniciaram-se as obras para a construção do circuito que usava algumas das estradas existentes em torno do Puy de Dome, um vulcão extinto nas proximidades de Clermont-Ferrand. 
Em Julho de 1958, o circuito estava pronto a receber corridas e perante sessenta mil espectadores, foi disputada uma corrida de resistência com a duração de três horas, vencida por Innes Ireland ao volante de um Lotus 1100, e uma corrida de F2 que Maurice Trintignant ganhou ao comando de um Cooper.
Com mais de 8 quilómetros de comprimento, a pista apresentava um intolerante conjunto de curvas, mudanças de elevação e praticamente ausente de rectas perceptíveis. O circuito era respeitado por todos os pilotos que ali competiam e o seu traçado sinuoso provocava enjoos em alguns corredores mais inexperientes.
Em 1965, no dia 27 de Junho, teve lugar no Circuito de Charade o Grande Prémio de França de F1. O piloto escocês Jim Clark, em Lotus-Climax, mostrou toda a sua categoria e obteve a pole-position, a volta mais rápida da corrida e venceu a prova, liderando todas as 40 voltas.
O Grande Prémio de França voltou a realizar-se no circuito de Charade mais três vezes. Em 1969, quando foi construído um novo pit-lane e que teve Jackie Stewart ao volante de um Matra-Ford, como vencedor. Em 1970, coube a Jochen Rindt em Lotus-Ford arrecadar a vitória e em 1972, disputou-se a ultima corrida de F1 no Circuito de Charade, com Jackie Stewart a vencer pela segunda vez na pista gaulesa, tripulando um Tyrrell-Ford.
O cenário natural do circuito originou uma pista sinuosa e desafiadora, mas também criou muitas preocupações de segurança aos organizadores, principalmente devido às rochas vulcânicas escuras que ladeavam a pista e que provocavam furos nos pneus dos monolugares, como aconteceu com dez pilotos na corrida de 1972. Também os carros que passavam para além dos limitadores, lançavam as pedras para a pista e foi uma dessas pedras, lançada pelo Lotus-Ford de Emerson Fittipaldi, que perfurou a viseira do capacete do piloto austríaco Helmut Marko, cegando-o no olho esquerdo o que terminou com a sua carreira de piloto.
Nos quatro anos que o Circuito de Charade recebeu a F1 teve três vencedores diferentes. Jackie Stewart foi o piloto que mais vezes ganhou, com dois triunfos, o mesmo número de conquistas da Lotus, a equipa mais vitoriosa. 

9 de dezembro de 2020

EAGLE

 

A Eagle foi uma equipa de automobilismo que participou no Campeonato do Mundo de F1 entre 1966 e 1968.
Em 1964, os pilotos norte-americanos, Dan Gurney e Carroll Shelby, fundaram a equipa All American Racers, que começou a participar em corridas de Sport-Protótipos e Champ Cars nos Estados Unidos.
Em 1966 a equipa estreou-se na F1, com o nome de Eagle, no Grande Prémio da Bélgica em SPA-Francorchamps e com Dan Gurney ao volante do único carro. Quinze dias depois o piloto norte-americano obteve os primeiros pontos da equipa com o 5º lugar no Grande Prémio de França em Reims, o mesmo resultado que conseguiu na última prova da temporada no México. 
Em 1967, a Eagle teve dois carros, um para Dan Gurney e outro que passou pelas mãos de Richie Ginther, Bruce McLaren e Ludovico Scarfiotti. O Eagle T1G equipado com motor Weslake V12, apenas terminou duas provas em toda a temporada. No Grande Prémio da Bélgica, Gurney conquistou a vitória, a sua última, e a primeira da equipa na F1, sendo o primeiro triunfo totalmente americano na F1, com excepção das 500 Milhas de Indianápolis que faziam parte do Campeonato do Mundo de F1 na década de cinquenta. Quatro provas depois, Gurney, obteve o 3º lugar no Grande Prémio do Canadá em Mosport.
Em 1968 a equipa voltou a contar com apenas um único carro que continuou a ser conduzido por Dan Gurney. A equipa participou em apenas seis provas do campeonato e chegou ao fim apenas por uma vez, na Alemanha, onde Gurney obteve o 9º lugar. O Grande Prémio de Itália, em que Dan Gurney desistiu na 19ª volta, com problemas de sobreaquecimento no seu carro, foi a ultima participação da equipa Eagle na F1. Com falta de financiamento para a sua equipa, Gurney regressou aos Estados Unidos no final de 1968.
A equipa Eagle esteve na F1 durante três anos, disputou 25 Grandes Prémios, conquistou 1 vitória, 2 voltas mais rápidas e 2 pódios.

6 de dezembro de 2020

KEKE ROSBERG

 

Keijo Erik Rosberg, mais conhecido como Keke Rosberg, nasceu no dia 6 de Dezembro de 1948 em Solma, Suécia.
Apesar de ter nacionalidade finlandesa, Keke nasceu na Suécia, pois o seu pai, Lars Rosberg, na época estudava Ciências Veterinárias em Solma, mas dois anos depois regressaram à Finlândia.
Como a grande maioria dos pilotos, Keke Rosberg começou no karting, onde se sagrou por cinco vezes campeão finlandês, sendo declarado campeão escandinavo e europeu em 1973. De seguida passou para a Formula Vêe e ainda Formula Super Vêe, na qual foi também campeão. Seguiu-se o europeu de F2 (5º lugar), a Formula Atlântica (2º lugar), e a Formula Pacífico, onde foi campeão.
No Grande Prémio de San Marino de 1978, Keke Rosberg teve a sua estreia na F1 ao volante de um pouco competitivo Theodore-Ford, sendo obrigado a desistir da corrida na 15ª volta com problemas de motor. Quinze dias depois, numa corrida extra-campeonato, o Troféu Internacional BRDC em Silverstone, Rosberg despertou a atenção de todo o paddock da F1 com uma excelente vitória na chuva. Durante a restante temporada do campeonato, foi alternando entre a equipa Theodore e ATS.
Em 1979 ingressou na Wolf Racing, mas a escolha acabou por se mostrar errada, pois a equipa apresentou muitos problemas e Keke Rosberg raramente conseguiu terminar uma prova.
Nos anos de 1980 e 1981 correu com a Fittipaldi Automotive e logo na corrida inaugural da temporada de 80, na Argentina, terminou em 3º lugar, o que foi a primeira vez que marcou pontos na F1. Esse acabou por ser o único pódio de Rosberg com a equipa de Emerson Fittipaldi.
Em 1982 assinou contrato com a Williams. Numa temporada onde nenhum piloto ganhou mais do que duas provas. Em que a Ferrari ficou marcada pela morte de Gilles Villeneuve em Zolder e pelos graves ferimentos de Didier Pironi em Hockenheim. Rosberg aproveitou ainda a fraca fiabilidade dos Renault e dos Brabham para marcar pontos na grande maioria das corridas. Na antepenúltima prova da temporada, o Grande Prémio da Suíça, disputado no circuito francês de Dijon-Prenois, Keke Rosberg ganhou pela primeira vez uma corrida de F1, o que lhe valeu subir ao primeiro lugar da classificação do campeonato, lugar que manteve até final da temporada, sagrando-se Campeão Mundial.
Em 1983, Rosberg apenas venceu o Grande Prémio do Mónaco e terminou em 2º lugar no Grande Prémio de Detroit, sendo esses os únicos resultados de relevo, terminando o campeonato em 5º lugar.
O ano de 1984 foi ainda um pouco pior. Das dezasseis provas da temporada Rosberg pontuou em cinco, obtendo dois pódios com a vitória no Grande Prémio de Dalas e o 2º lugar no Grande Prémio do Brasil. No final do ano o 8º lugar na classificação foi o melhor que conseguiu.
A temporada de 1985 foi melhor para Rosberg e para a Williams. Venceu o Grande Prémio de Detroit e o primeiro Grande Prémio da Austrália em Adelaide, sendo esse o seu último triunfo na F1. Pelo meio obteve a pole-position para o Grande Prémio de França e também no Grande Prémio de Inglaterra em Silverstone, onde Rosberg percorreu o circuito britânico a uma média de 259,01 km / h. O que foi a volta mais rápida de sempre de um carro de F1 até Juan Pablo Montoya fazer melhor em Monza no ano de 2002.
Em 1986 Rosberg foi o companheiro de equipa de Alain Prost na McLaren, numa temporada em que teve apenas um pódio, com o 2º lugar alcançado no Grande Prémio do Mónaco, como o único resultado relevante do ano. No final da temporada abandonou a F1.
Em 1989 voltou às corridas nas 24 Horas de SPA-Francorchamps, na Bélgica, onde esteve ao volante de um Ferrari Mondial da equipa Moneytrom.
Em 1990 e 1991 esteve ligado à Peugeot, equipa com que disputou o Campeonato do Mundo de Endurance. Com a marca francesa venceu a corrida de França em Magny-Cours e no México. No ano de 1992 juntou-se à Mercedes no DTM, Campeonato de Carros de Turismo Alemão. No final de 1995 decidiu abandonar as corridas em definitivo.
Keke Rosberg esteve 9 anos na F1. Disputou 114 provas, conquistou 5 vitórias, 5 pole-positions e 3 voltas mais rápidas. Foi campeão Mundial em 1982.

2 de dezembro de 2020

TORO ROSSO


A Scuderia Toro Rosso foi uma equipa de automobilismo que participou no Campeonato do Mundo de F1.
No dia 10 de Setembro de 2005, foi anunciada a compra da equipa italiana Minardi pela Red Bull. A histórica equipa de Faenza retirava-se da F1, depois de vinte anos a competir ao mais alto nível e deixava a sua herança à segunda equipa da empresa de bebidas energéticas do milionário austriaco Dietrich Mateschitz. Para honrar as suas raízes italianas a Red Bull optou por usar o idioma italiano no novo nome da equipa e inicialmente foi anunciada como, Squadra Toro Rosso, mas para não haver confusões com as equipas de futebol italianas passou a ser designada por Scuderia Toro Rosso. 
No início de 2006, Mateschitz vendeu 50% das ações da equipa ao antigo piloto de F1 Gerhard Berger, que se tornou sócio e proprietário da equipa.
A estreia da Toro Rosso no Campeonato Mundial de F1 aconteceu na primeira corrida da temporada de 2006, o Grande Prémio do Bahrain, com o piloto italiano Vitantonio Liuzzi e o norte-americano Scott Speed. No campeonato a equipa apenas conquistou 1 ponto, com o 8º lugar de Liuzzi no Grande Prémio dos Estados Unidos.
Liuzzi e Speed continuaram com a Toro Rosso em 2007, mas a meio da temporada e devido aos fracos resultados mostrados, Scott Speed foi substituído pelo jovem alemão Sebastian Vettel que se estreava na F1.
No ano de 2008, o destaque vai para o Grande Prémio de Itália onde Vettel conseguiu a primeira pole-position e também a primeira vitória da carreira e da equipa.
Nos anos seguintes a equipa italiana manteve-se no segundo pelotão da F1 marcando pontos em algumas corridas.  
Depois de em 2012 a Toro Rosso ter contratado o estreante Daniel Ricciardo, no ano de 2015 a equipa de Faenza apresentou a dupla de pilotos mais jovem da história da F1, com Max Verstappen (17 anos) e Carlos Sainz (20 anos). 
Em 2019, a Toro Rosso voltou aos pódios. Primeiro com o 3º lugar de Daniil Kvyat no Grande Prémio da Alemanha e depois com o 2º lugar de Pierre Gasly no Grande Prémio do Brasil.
Em Setembro de 2019, a Toro Rosso pediu autorização à FIA para mudar o nome da equipa, passando a designar-se por Scuderia Alpha Tauri em 2020. O nome é a marca de vestuário que a Red Bull fundou em 2016. O pedido foi aprovado pela FIA e por todas as outras equipas de F1.
Foram 14 os anos que a Toro Rosso competiu na F1. Disputou 268 Grandes Prémios. Conquistou 1 vitória, 1 pole-position, 1 volta mais rápida e 3 pódios.