7 de fevereiro de 2021

MCLAREN

 

A McLaren F1 Team é uma equipa de automobilismo que participa no Campeonato do Mundo de F1 desde a década de sessenta.
Criada em 1963 pelo neozelandês Bruce McLaren, a equipa criou a sua base em Inglaterra e desde sempre correu com a licença britânica.
No Grande Prémio do Mónaco de 1966, a McLaren estreou-se na F1 com Bruce McLaren ao volante, sendo a segunda vez, depois de Jack Brabham, que um piloto de F1 disputava uma corrida a usar um carro com o seu nome. Uma corrida onde Bruce desistiu na 9ª volta com problemas no motor do seu carro. 
Os primeiros pontos da McLaren na F1 apareceram no Grande Prémio de Inglaterra, onde Bruce McLaren foi 6º classificado na corrida disputada no circuito de Brands Hatch.
Depois de uma fraca temporada em 1967, a McLaren obteve o primeiro pódio na F1 no Grande Prémio de Espanha, no circuito de Jarama, através de Denny Hulme que terminou a prova espanhola no 2º lugar. Um mês depois, no dia 9 de Junho, Bruce McLaren conquistou aquela que seria a sua última vitória na F1, mas a primeira da sua equipa na disciplina máxima do automobilismo mundial. 
No dia 2 de Junho de 1970 Bruce testava o McLaren M8D do campeonato CAN-AM no circuito de Goodwood, na recta Lavanda, o “capô” central soltou-se e sem apoio aerodinâmico o carro descontrolou-se, saiu da pista a alta velocidade e bateu violentamente num posto de comissários. Bruce McLaren teve morte imediata. Foi Teddy Mayer, sócio e amigo de Bruce, quem liderou a equipa nos anos que se seguiram e depois de duas temporadas sem vitórias, Denny Hulme venceu na África do Sul e juntamente com Peter Revson, obtiveram diversos pódios e levaram a McLaren ao 3º lugar no campeonato de construtores de 1972 e 1973.
Em 1974, Emerson Fittipaldi, campeão mundial com a Lotus dois anos antes, juntou-se à McLaren. Denny Hulme, na sua última temporada de F1, ganhou a corrida inaugural do campeonato na Argentina, mas depois foi Fittipaldi quem assumiu as rédeas da equipa e ganhou no Brasil, Bélgica e Canadá. No final do campeonato, Fittipaldi sagrou-se Campeão do Mundo de Pilotos e a McLaren venceu, pela primeira vez, o título do Campeão do Mundo de Construtores.
O ano de 1975 não foi tão vitorioso como o anterior. Fittipaldi apenas venceu duas provas (Argentina e Inglaterra), enquanto que Jochen Mass ganhou em Espanha.
Em 1976, Fittipaldi deixou a McLaren para se juntar ao seu irmão Wilson na equipa Copersucar-Fittipaldi. Com os melhores pilotos já indisponíveis, Teddy Mayer contratou James Hunt, apesar de carregar sobre si uma reputação duvidosa, Hunt não desfraldou as espectativas de Mayer e no final do campeonato o piloto inglês conquistou o título de Campeão Mundial de Pilotos. No campeonato de construtores, a McLaren ficou-se pelo 2º lugar, a oito pontos da Ferrari.
No ano seguinte, Hunt venceu três provas (Inglaterra, Estados Unidos e Japão), mas apenas conseguiu o 5º lugar no campeonato, com a McLaren a terminar em 3º. 
Nos três anos seguintes, a McLaren não venceu nenhuma corrida.
No ano de 1980, a Philip Morris, o principal patrocinador da equipa, através do seu diretor geral, John Hogan, convenceu Teddy Mayer a fundir a McLaren com a equipa de F2 de Ron Dennis, a Project Four, também ela patrocinada pela Philip Morris. A McLaren contratou o projectista John Barnard que iria revolucionar a F1 com a construção dos chassis em fibra de carbono. Foi já com o novo carro desenhado por Barnard, que John Watson levou a McLaren de novo à vitória no Grande Prémio de Inglaterra de 1981 em Silverstone.
Em 1982, Ron Dennis convenceu Niki Lauda a regressar à F1 depois do piloto austríaco ter-se retirado no ano de 1979. Lauda e Watson venceram duas provas cada um e a McLaren terminou o campeonato no segundo lugar, entre os construtores.
No ano seguinte, a equipa voltou a dar um passo atrás e apenas venceu uma corrida, em Long Beach, com John Watson a largar do 22º lugar e a vencer a prova com 27 segundos de vantagem sobre o seu companheiro de equipa.
Em 1984, a McLaren contratou Alain Prost que junto com Niki Lauda dominou essa temporada. Prost venceu sete corridas (Brasil, San Marino, Mónaco, Alemanha, Holanda, Europa e Portugal), Lauda ganhou cinco (África do Sul, França, Inglaterra, Áustria e Itália), mas com quatro 2ºs lugares e um 4º, o piloto austríaco sagrou-se Campeão Mundial com apenas meio ponto de vantagem sobre Prost. A McLaren, com 12 vitórias em 16 corridas, conquistou o título de Campeão do Mundo de Construtores. 
O ano de 1985 voltou a ser dominado pela McLaren que voltou a vencer o campeonato de construtores, enquanto que Prost ganhou o campeonato de pilotos.
Em 1986, Prost voltou a sagrar-se Campeão Mundial de Pilotos, mas a McLaren ficou-se pelo segundo lugar no campeonato de construtores.
No ano seguinte, a McLaren e Prost foram impotentes para travar o maior poderio da Williams.
Em 1988, a McLaren passou a contar com os motores Honda e contratou Ayrton Senna para se juntar a Alain Prost. Os dois pilotos venceram 15 das 16 corridas da temporada e no final do campeonato, Senna sagrou-se Campeão do Mundo de Pilotos e a McLaren venceu o campeonato de construtores, com 199 pontos, apenas menos 2 pontos que todas as outras equipas juntas.  
Em 1989, o domínio da McLaren continuou, mas não de forma tão avassaladora, ainda assim Senna e Prost ganharam 10 das 16 corridas da temporada. Prost ganhou o campeonato de pilotos e a McLaren o de construtores.
Em 1990 e 1991, Ayrton Senna não deu hipóteses aos seus adversários e conquistou o título de Campeão Mundial de Pilotos nesses dois anos, o mesmo aconteceu com a McLaren.
No ano de 1992, Senna e a McLaren não conseguiram contrariar a maior competitividade dos Williams-Renault.
Em 1993, os motores Honda deixaram a F1 e a McLaren usou os Ford V8, inferiores aos que a equipa Benetton usava, ainda assim Ayrton Senna conquistou cinco vitórias (Brasil, Europa, Mónaco, Japão e Austrália), o piloto brasileiro obteve vitórias memoráveis, como em Interlagos, Donington Park e Suzuka. Apesar de ter um carro inferior, Senna terminou o campeonato na segunda posição e levou a McLaren também ao segundo lugar no campeonato de construtores. No final desse ano, Ayrton Senna deixou a McLaren. Durante seis anos, Senna, tornou-se no piloto com mais vitórias da McLaren, com 55 triunfos.
Nos três anos seguintes, a McLaren não conseguiu vencer corridas.
A temporada de 1997 começou com a vitória da McLaren na Austrália, através de David Coulthard. O piloto escocês voltou a vencer em Itália e na última corrida do campeonato foi a vez de Mika Hakkinen ganhar o Grande Prémio da Europa, no circuito de Jerez.
Em 1998, a McLaren voltou aos seus momentos áureos. Hakkinen venceu por oito vezes (Austrália, Brasil, Espanha, Mónaco, Áustria, Alemanha, Luxemburgo e Japão), e sagrou-se Campeão Mundial de Pilotos. A McLaren conquistou o título de Campeão do Mundo de Construtores.
No ano seguinte, Hakkinen voltou a ser campeão, mas a McLaren perdeu o título de construtores para a Ferrari por uma diferença de 4 pontos.
Os primeiros anos do novo milénio foram dominados pela Ferrari. A McLaren conseguiu vencer corridas, mas começou a regredir e em 2002 apenas ganhou o Grande Prémio do Mónaco, com David Coulthard.
Em 2005, Kimi Raikkonen e a McLaren lutaram até ao fim pelos dois títulos, mas acabaram em segundo em ambos os campeonatos.
No ano de 2006, e dez anos depois, a McLaren voltou a não vencer nenhuma prova.
Em 2007, a McLaren contratou Fernando Alonso e o estreante Lewis Hamilton. Com quatro vitórias cada um, ambos os pilotos chegaram à última corrida da temporada, no Brasil, nas duas primeiras posições do campeonato, com Hamilton quatro pontos na frente de Alonso, mas acabou por ser Kimi Raikkonen, da Ferrari, a vencer a corrida e o campeonato. Um campeonato em que a McLaren se viu envolvida num caso de espionagem industrial, incluindo Mike Coughlan (projetista chefe da McLaren) e Nigel Stepney (ex-chefe dos mecânicos da Ferrari). Devido às evidências, a McLaren foi punida com a perda de todos os pontos conquistados no Mundial de Construtores de 2007, o que resultou na perda do título de construtores e uma multa de 100 milhões de dólares.
No ano de 2008, Hamilton finalmente conquistou o Campeonato Mundial de Pilotos. No ano anterior o piloto britânico tinha perdido o título pela diferença de 1 ponto, mas desta vez ganhou com a mesma vantagem. 
Em 2009, no dia 16 de Janeiro, Ron Dennis anunciou que iria deixar o cargo de Diretor da equipa de F1 no dia 1 de Março desse mesmo ano. Um ano em que a equipa apenas venceu duas corridas (Hungria e Singapura), através de Lewis Hamilton.
A nova década não foi nada fácil para a McLaren. Jenson Button e Lewis Hamilton formaram a dupla de pilotos entre 2010 e 2012, tendo ambos os pilotos somado 18 vitórias, (10 para Hamilton e 8 para Button).
Entre 2013 e 2020, a equipa britânica obteve apenas quatro pódios, foi 2º e 3º no Grande Prémio da Austrália de 2014, com Kevin Magnussen e Jenson Button, conseguiu o 3º lugar no Grande Prémio do Brasil de 2019, por intermédio de Carlos Sainz e conseguiu também o 3º lugar no Grande Prémio da Áustria de 2020, através de Lando Norris.
No Grande Prémio de Itália de 2021, a McLaren regressou às vitórias, por intermédio de Daniel Ricciardo, com Lando Norris a terminar no 2º lugar e assim dar à equipa a primeira dobradinha desde o Grande Prémio do Canadá de 2010.
A McLaren está na F1 à 57 anos. Disputou 907 Grandes Prémios. Conquistou 183 vitórias, 156 pole-positions, 160 voltas mais rápidas e 494 pódios. Venceu o Campeonato Mundial de Construtores por 8 vezes (1974, 1984, 1985, 1988, 1989, 1990, 1991 e 1998), e conquistou o Campeonato do Mundo de Pilotos por 12 vezes (1974 Emerson Fittipaldi; 1976 James Hunt; 1984 Niki Lauda; 1985, 1986 e 1989 Alain Prost; 1988, 1990 e 1991 Ayrton Senna; 1998 e 1999 Mika Hakkinen e 2008 Lewis Hamilton.

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