O McLaren MP4/4 foi um dos carros mais dominadores da história da F1.
Em 1988, Ayrton Senna juntou-se a Alain Prost na equipa McLaren que conseguiu ainda os poderosos motores Honda que tinham ajudado a Williams a vencer o Campeonato do Mundo de Construtores em 1986 e 1987.
Desenhado pelo engenheiro norte-americano Steve Nichols, que liderou uma equipa que incluía Gordon Murray (Diretor Técnico), Neil Oatley (Designer Chefe), Gordon Kimball (Designer Chefe Adjunto), Pete Weismann (Engenheiro Chefe de Transmissão), Tim Wright (Engenheiro Principal) e Bob Bell (Aerodinamicista Chefe), o McLaren MP4/4 sofreu alguns atrasos na sua construção o que custou à equipa a ausência do novo carro nos testes de pré-época em Março, o que não era um bom presságio para a temporada que estava prestes a iniciar.
Com novas regras, impostas pela FIA, que limitavam a potência dos motores turbo, com a redução da pressão para 2,5 bar, assim como a redução do tanque de combustível para 150 litros, os engenheiros da McLaren e da Honda tiveram grandes dores de cabeça para contornar todas essas adversidades.
Quando o campeonato começou, com o Grande Prémio do Brasil, o McLaren MP4/4 mostrou-se muito mais rápido que todos os outros monolugares e nunca teve adversários à sua altura.
O McLaren MP4/4 ganhou 15 das 16 corridas do campeonato (Senna 8 e Prost 7). Conseguiu 15 pole-positions (Senna 13 e Prost 2) e teve os seus dois pilotos a arrancar da primeira linha da grelha de partida em 12 corridas. Os dois pilotos da McLaren terminaram dez corridas em 1º e 2º. Das quatro desistências que a equipa teve durante a temporada, apenas uma foi devido a causas mecânicas. No final do campeonato, a McLaren somou 199 pontos em 240 possíveis.
O McLaren MP4/4 liderou 1003 das 1031 voltas de todo o campeonato.
Números sensacionais para o carro que ofereceu o primeiro título de Campeão do Mundo a Ayrton Senna, sendo considerado por muitos como o melhor carro da história da F1.
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