17 de maio de 2026

RACING BULLS

 


A Racing Bulls é uma equipa de automobilismo que participa no Campeonato do Mundo de F1 desde 2025.
Propriedade da firma Red Bull, a Racing Bulls, é a segunda equipa de F1 da empresa austríaca de bebidas energéticas, depois que Dietrich Mateschitz adquiriu a equipa italiana de F1 Minardi, em 2005, sendo renomeada primeiramente por Toro Rosso (2006 a 2019), depois passou a designar-se por Alpha Tauri (2020 a 2023), já em 2024 a equipa voltou a mudar de nome para Visa Cash App RB F1 Team.
A estreia da equipa na F1 teve lugar no Grande Prémio do Bahrain, a primeira prova do Campeonato Mundial de 2024, com os pilotos Daniel Ricciardo e Yuki Tsunoda. Na terceira corrida do campeonato, o Grande Prémio da Austrália, Tsunoda garantiu os primeiros pontos da equipa com o 7º lugar. O japonês foi mesmo o melhor piloto da equipa ao obter pontos em nove das 24 provas do campeonato, enquanto que Ricciardo pontuou apenas em três das 18 em que participou, sendo substituído por Liam Lawson que disputou as últimas 6 corridas e pontuou em duas. Nas contas finais do Campeonato de Construtores, a Racing Bulls ocupou o 8º lugar, com 46 pontos.
Em 2025, Yuki Tsunoda manteve o seu lugar na equipa e teve a companhia do estreante Isack Hadjar, que ficou com o lugar de Liam Lawson depois do piloto neozelandês ter rumado à equipa Red Bull, no entanto, após duas corridas disputadas, Lawson regressou à Raging Bulls e Tsunoda foi promovido à Red Bull. Ao longo do campeonato, Hadjar destacou-se pela positiva, pontuou em dez das 24 corridas do campeonato e ainda obteve um pódio, com o 3º lugar, no Grande Prémio dos Países Baixos. Lawson, conquistou pontos em sete das 20 corridas que disputou, com o 5º lugar, no Grande Prémio do Azerbaijão, a ser o seu melhor resultado do ano. No fim da temporada a Racing Bulls somou 92 pontos e obteve a 6ª posição.
A Racing Bulls está na F1 há 3 anos. Disputou 55 Grandes Prémios. Conquistou 1 volta mais rápida e 1 pódio.

5 de abril de 2026

VALTTERI BOTTAS


Valtteri Viktor Bottas nasceu no dia 28 de agosto de 1989 em Nastola, na Finlândia.
Com apenas seis anos de idade despertou o interesse pelo automobilismo após ir a uma corrida de karting.
Em 2001, teve a sua estreia na competição e terminou no 11º lugar na Taça da Finlândia de Karting. Em 2004, foi Campeão Europeu e Finlandes do ICA Júnior. No ano seguinte, conquistou o Troféu Viking ICA. Em 2006, foi Campeão Finlandês do Campeonato ICA e do Campeonato Formula A, venceu ainda o Série Internacional WSK — Fórmula A.
Em 2007, estreou-se na Formula Renault e no ano seguinte venceu o campeonato Eurocup e o Northern European Cup, igualando o feito de Filipe Albuquerque que tinha conquistado ambos os campeonatos em 2006.
No ano de 2009, passou a competir na F3. Ganhou o Masters de F3, repetindo o feito no ano seguinte, tornando-se no primeiro piloto a vencer essa competição duas vezes. Em Janeiro de 2010, Bottas foi contratado pela equipa de F1 Williams, como piloto de testes.
Em 2011, conquistou o GP3 Series, onde obteve 4 vitórias nas últimas 7 corridas.
Depois de se ter focado em absoluto na sua função de piloto de testes da equipa Williams em 2012, Valtteri Bottas estreou-se no Mundial de F1 de 2013 na prova inaugural do campeonato, o Grande Prémio da Austrália. Largou para a corrida no 16ª lugar e chegou no 14º, a uma volta do vencedor. Os primeiros pontos de Bottas na F1 foram obtidos ainda nesse ano de 2013, quando terminou em 8º lugar no Grande Prémio dos Estados Unidos.
Depois de um primeiro ano de aprendizagem, Bottas esteve em excelente plano e aproveitou da melhor maneira as melhorias que a Williams conseguiu implementar no carro em 2014. O piloto finlandes pontuou em 17 das 19 provas do campeonato. Conseguiu o seu primeiro pódio na F1, no Grande Prémio da Áustria onde foi 3º, e ainda somou mais cinco pódios, com destaque para as corridas de Inglaterra e Alemanha onde terminou ambas no 2º lugar. No final do campeonato obteve o 4ª lugar no Mundial de Pilotos.
Em 2015, o rendimento de Bottas não foi tão brilhante como no ano anterior, muito por culpa da falta de performance do Williams, mas ainda assim obteve dois pódios, com o 3º lugar no Canadá e no México. O 5º lugar no Campeonato do Mundo de Pilotos, foi o melhor que conseguiu.
2016 foi um ano ainda mais desapontante. O destaque vai todo para o 3º lugar que obteve no Grande Prémio do Canadá.
Em 2017, Bottas trocou a Williams pela Mercedes. Na terceira prova da temporada, no Grande Prémio do Bahrain, alcançou a sua primeira pole-position na F1 e na corrida seguinte, em Sochi onde se correu o Grande Prémio da Rússia, conquistou a sua primeira vitória na categoria. Nesse ano, finlandes voltou a ganhar na Áustria e em Abu Dabi e subiu ao pódio por mais dez vezes (6 2ºS lugares e 4 3ºs). Terminou o campeonato na 3ª posição, atrás do seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton, que se sagrou campeão, e de Sebastian Vettel.
Em 2018, Bottas não venceu nenhuma corrida. Terminou sete vezes em 2º lugar, sendo essas as suas melhores posições em corrida ao longo do ano. Acabou o campeonato no 5º lugar e com vontade de se aposentar da F1, segundo afirmou o próprio piloto finalndes alguns anos mais tarde.
Bottas iniciou a temporada de 2019 revigorado e a prova disso foi a vitória que conquistou na primeira corrida do ano, na Austrália. Depois de terminar em 2º no Bahrain e na China, voltou às vitórias no Azerbaijão e dessa forma, ao fim de quatro provas disputadas, liderava o campeonato, no entanto, nas restantes 17 corridas apenas venceu por mais duas vezes, no Japão e nos Estados Unidos, e apesar de ter terminado somente cinco vezes fora do pódio, acabou o campeonato na 2ª posição, novamente atrás do seu companheiro de equipa.
Em 2020, o Campeonato do Mundo de F1 contou com 17 corridas e teve início em Julho, devido às complicações da COVID-19. Bottas voltou a ganhar a corrida inaugural da temporada, o Grande Prémio da Áustria. Venceu ainda na Rússia e subiu ao pódio por mais nove vezes (6 2ºs lugares e 3 3ºs). Tal como no ano anterior, terminou o campeonato com o 2º lugar, mais uma vez atrás de Lewis Hamilton.
Em 2021, Valtteri Bottas venceu o Grande Prémio da Turquia, o que é até aos dias de hoje a sua última vitória na F1, obteve o 2º lugar na Áustria e ainda subiu ao pódio por mais nove vezes. No final obteve o 3º lugar no Campeonato Mundial de Pilotos e optou por deixar a equipa Mercedes.
Em 2022, Bottas ingressou na equipa Alfa Romeo, substituindo o seu compatriota Kimi Raikkonen. O finlandes terminou 9 corridas nos lugares pontuáveis, com o 5º lugar no Grande Prémio da Emília-Romanha a ser a sua melhor prova de toda a temporada. Apesar de ter terminado o campeonato no 10º lugar e de não ter tido um carro que lhe permitisse lutar pelos primeiros lugares, Bottas afirmou que se sentia feliz, na nova equipa, por assumir a função de líder.
O ano seguinte foi bem mais difícil para Bottas que somente pontuou em quatro corridas, somando apenas 10 pontos e a 15ª posição no Campeonato Mundial de Pilotos.
Em 2024, a Alfa Romeo terminou a parceria com a Sauber, que passou a designar-se por Kick Sauber. Bottas sentiu diversas dificuldades com a falta de performance do carro e não conseguiu um único ponto ao longo de todo o campeonato.
No ano de 2025, Bottas regressou à equipa Mercedes, mas para assumir a função de piloto de testes.
Em 2026, o piloto finlandês ingressou na Cadillac, a equipa norte-americana que se estreou na F1 nesse ano.
Valtteri Bottas está há 13 anos envolvido na F1. Disputou 253 Grandes Prémios. Conquistou 10 vitórias, 20 pole-positions, 19 melhores voltas e 67 pódios.

22 de março de 2026

HELMUT MARKO


Helmut Marko nasceu no dia 27 de Abril de 1943 em Graz, na Áustria.
Amigo de infância de Jochen Rindt, campeão de F1 a título póstumo de 1970, Helmut formou-se em Direito na Universidade de Graz, mas nunca chegou a exercer advocacia, pois a sua verdadeira paixão era o automobilismo.
Em 1966, Marko estreou-se como piloto amador numa corrida de carros de sport, em Aspern, com um Triumph Spitfire.
No ano de 1970, disputou, pela primeira vez, as 24 Horas de Le Mans ao volante de um Porsche 908 e venceu a classe P 3.0. 
No ano seguinte, disputou algumas corridas do Campeonato Europeu de F2 e estreou-se no Campeonato do Mundo de F1 na equipa de Jo Bonnier, a Ecurie Bonnier, no entanto não conseguiu qualificar-se para a corrida, mudando-se depois para a BRM. Nesse ano voltou a disputar as 24 Horas de Le Mans e ganhou na geral ao volante de um Porsche 917, tendo estabelecido um recorde de distância que se manteve durante 38 anos.
Em 1972, voltou a competir nas 24 Horas de Le Mans, com um Alfa Romeo 33TT3, mas não terminou a corrida devido a problemas de transmissão. Foi também com um Alfa Romeo que disputou a Targa Florio, tendo terminado a prova no 2º lugar. Nesse ano, continuou com a BRM no Campeonato Mundial de F1 e após ter disputado quatro corridas, sofreu um grave acidente quando uma pedra lançada pelo Lotus-Ford de Emerson Fittipaldi, lhe perfurou a viseira do capacete, cegando-o no olho esquerdo o que terminou com a sua carreira de piloto.
Depois de se ter restabelecido do acidente, Helmut Marko passou a gerir a carreira de alguns pilotos, com o maior destaque para os seus conterrâneos: Gerhard Berger e Karl Wendlinger.
Em 1990 Helmut fundou a RSM Marko, uma equipa de automobilismo que competiu na F3000, passando a designar-se como: Red Bull Junior Team a partir de 1999. No ano de 1996, o piloto da RSM Marko, Jörg Müller, conquistou o Campeonato Internacional de F3000.
Em 2005, a Red Bull Racing estreou-se na F1 e Helmut Marko integrou a estrutura da equipa ao desempenhar a função de conselheiro e consultor durante vinte anos. Máximo responsável pelo programa de desenvolvimento de jovens pilotos na Red Bull Junior Team, Marko desempenhou um papel fundamental na seleção e promoção de jovens talentos para a F1, tanto na Red Bull como na equipa satélite, a Toro Rosso a partir de 2006. Durante esse período de tempo, destacaram-se os nomes de Sebastian Vettel e Max Verstappen, ambos saídos do programa de captação de jovens pilotos e tornaram-se Tetra Campeões de F1 com a Red Bull Racing.
No entanto, o percurso de Helmut Marko na equipa austríaca também ficou marcado por várias polémicas. Desde ameaças a despedimento, como no caso de Jaime Alguersuari, se o espanhol não ganhasse o campeonato de F3 britânica, competição que o piloto catalão venceu. Em 2023, foi acusado de tecer acusações xenófobas ao afirmar que Sergio Perez não era tão focado como Verstappen por ser sul-americano, quando na verdade Perez é mexicano. Os seus telefonemas, temidos entre os pilotos, por serem curtos e diretos, valeram-lhe a fama de ser insensível, e foi através de uma curta chamada de telemóvel que António Félix da Costa ficou a saber que estava fora da F1 em 2013. O italiano Vitantonio Liuzzi, afirmou que tremia sempre que via o nome de Marko do ecrã do seu telemóvel. Daniel Ricciardo e Max Verstappen, revelaram que chegaram a mentir a Marko por não terem atendido os telefonemas, às primeiras horas da manhã, por estarem a dormir.
Após duas décadas, a F1 perdeu uma das suas figuras mais polémicas.


1 de fevereiro de 2026

LAS VEGAS

 


O Circuito de Las Vegas Strip é uma pista de automobilismo localizada na cidade de Las Vegas, no estado norte americano do Nevada.
Em 2022, foi anunciado que a F1 iria regressar a Las Vegas, 40 anos depois da última corrida ali realizada, num circuito improvisado em redor do casino Caesars Palace.
O projeto na pista ficou a cabo da empresa Tilke GmbH, com Carsten Tilke, filho de Hermann Tilke, a ser o principal responsável pelo desenho do circuito, que numa fase inicial teve 31 traçados diferentes, até a versão final ser aprovada. 
O circuito de 6.201 quilómetros de extensão e de sentido anti-horário é extremamente veloz, onde as velocidades máximas ultrapassam os 340 km/h, tem uma reta de 1,9 quilómetros, a famosa Las Vegas Strip, onde se situam alguns dos hoteis e casinos mais famosos de Las Vegas, incluindo Flamingo , Paris , Bellagio , Cosmopolitan e Caesars Palace.
No dia 18 de novembro de 2023, o circuito de Las Vegas Strip sediou o primeiro Grande Prémio de Las Vegas na história da F1, uma corrida disputada durante a noite e num sábado, a primeira nesse dia desde o Grande Prémio da África do Sul de 1985. Charles Leclerc, em Ferrari, foi o autor da pole-position, enquanto que a melhor volta da corrida foi obtida por Oscar Piastri, ao volante de um McLaren-Mercedes, no entanto a vitória acabou nas mãos de Max Verstappen, a bordo de um Red Bull-Honda.
Nas 3 corridas disputadas em Las Vegas foram dois os pilotos vencedores, com destaque Para Max Verstappen que venceu por 2 vezes. No que respeita às equipas, também foram duas as vencedoras, com a Red Bull a conquistar 2 vitórias.

4 de janeiro de 2026

RED BULL RB19


O RB19 foi o 19º monolugar de F1 que a equipa Red Bull Racing construiu, desde que se estreou no Mundial de F1 em 2005, e que utilizou no Campeonato do Mundo de 2023.
Impulsionado pelo motor Honda V6 turbo de 1,6L. Projectado pelo conceituado engenheiro Adrian Newey, que liderou uma equipa onde estavam incluídos o diretor técnico Pierre Wache e o chefe de aerodinâmica Enrico Balbo. Conduzido pelos pilotos Max Verstappen e Sergio Perez, o RB19 dominou o Campeonato do Mundo de F1 de 2023 ao vencer 21 das 22 corridas do campeonato.
Um domínio que só encontra paralelo no McLaren MP4/4, que em 1988 venceu 15 das 16 provas do campeonato mundial de F1.
Das 21 vitórias do RB19, Verstappen venceu por 19 vezes e Perez 2. Conseguiu 14 pole-positions (Verstappen 12 e Perez 2), obteve 11 melhores voltas (Verstappen 9 e Perez 2), conquistou 30 pódios (Verstappen 21 e Perez 9). Os dois pilotos terminaram 6 corridas em 1º e 2º lugar.
O RB19 liderou 1.149 das 1.325 voltas de todo o campeonato.
Números impressionantes para o monolugar que proporcionou o terceiro título de Campeão Mundial a Max Verstappen e o sexto à Red Bull Racing.

8 de dezembro de 2025

FERNANDO ALONSO

 


Fernando Alonso Díaz, nasceu no dia 29 de Julho de 1981 em Oviedo, Espanha.
Filho de um mecânico, de uma fábrica de explosivos para minas e piloto amador de kartings, e de uma funcionária de uma loja, Fernando Alonso é o mais novo de um casal de irmãos.
Começou por estudar na escola primária, Santo Ángel de la Guarda, em Oviedo e posteriormente frequentou o Instituto Leopoldo Alas Clarín de San Lázaro, até ver-se obrigado a optar por uma carreira no automobilismo e ter desistido do Curso de Orientação Universitária. 
Com 3 anos de idade, Fernando Alonso começou a andar de karting, construído pelo seu pai que queria um passatempo para ele e também para a sua irmã mais velha. Aos 5 anos de idade obteve a licença para pilotar kartings, concedida pela federação de Oviedo e dois anos depois conquistou a sua primeira vitória, isto apesar das dificuldades que os seus pais tinham para o manter nas corridas, pois não dispunham de dinheiro para desenvolver o karting nem para comprar pneus de chuva, o que obrigou Fernando Alonso a adaptar-se à pista molhada com pneus slick. No início o seu pai foi também o contabilista, mecânico, conselheiro e gerente. 
Em 1988 e 1989, Alonso conquistou o Campeonato de Infantis Júnior das Astúrias e da Galiza. Em 1990, venceu o Campeonato de Cadetes das Astúrias e do País Basco. Em 1991, foi Vice-Campeão no Campeonato Nacional Espanhol de Cadetes. Em 1993, 1994, 1995 e 1996, ganhou o Campeonato Nacional de Espanha de Juniores. Nesse ano de 1996, conquistou ainda o Troféu Estival, o Marlboro Masters e a Taça CIK-FIA Junior dos Cinco Continentes. Em 1997, ganhou os campeonatos internacionais A de Espanha e de Itália, terminou em 2º lugar o Campeonato Europeu de Karting e também o Campeonato Espanhol de Karting.
Em 1999, e com 17 anos, passou para o campeonato Euro Open by Nissan, tendo conquistado o título de Campeão na última corrida, o que lhe valeu também realizar um teste num carro de F1, no caso com um Minardi. No ano seguinte, ingressou na F3000 e terminou no 4º lugar o Campeonato de F3000 Internacional e passou a piloto e testes da equipa Minardi de F1.
No ano de 2001, Fernando Alonso estreou-se no Campeonato do Mundo de F1, sendo um dos pilotos oficiais da equipa Minardi. a estreia aconteceu no Grande Prémio da Austrália, a primeira prova da temporada, no circuito de Albert Park, no dia 4 de Março. Depois de partir do 19º lugar na grelha de partida, Alonso terminou a corrida no 12º posto. Com o carro mais fraco, o melhor que conseguiu foi o 10º lugar no Grande Prémio da Alemanha. Alonso não conseguiu pontuar e terminou o campeonato na 23ª posição.
Em 2002, ingressou na equipa Renault como piloto de testes.
No ano de 2003, passou para a equipa de corridas. Obteve os seus primeiros pontos logo na primeira prova do ano, na Austrália, onde foi 7º. Na corrida seguinte, na Malásia, obteve a sua primeira pole-position e também o primeiro pódio, ao terminar a corrida no 3º lugar, tornando-se o primeiro espanhol a conquistar esses feitos. Onze corridas depois, no Grande Prémio da Hungria, Alonso conquistou a sua primeira vitória na F1 e bateu o recorde de piloto mais jovem a ganhar uma corrida de F1, que pertencia a Bruce McLaren. No final do ano, terminou o campeonato na 6ª posição, com 55 pontos.
Em 2004, o melhor que o espanhol conseguiu foi um 2º lugar em França, num ano que ficou bem abaixo das suas expectativas.
Em 2005, Alonso obteve 15 pódios nas 19 corridas da temporada, com três 3ºs lugares (Austrália, Brasil e Japão), cinco 2ºs lugares (Espanha, Inglaterra, Turquia, Itália e Bélgica) e sete vitórias (Malásia, Bahrain, San Marino, Europa, França, Alemanha e China), o que no fim do ano lhe possibilitou conquistar o título de Campeão do Mundo de Pilotos e tornar-se no mais jovem campeão de F1, batendo o recorde que pertencia a Emerson Fittipaldi.
No ano seguinte, Fernando Alonso começou por dominar a primeira parte da temporada, mas depois a Ferrari, com Michael Schumacher, deu luta até ao final. O piloto espanhol conseguiu 14 pódios em 18 provas, foi 2º por sete vezes (Malásia, San Marino, Europa, França, Turquia, China e Brasil) e conquistou sete vitórias (Bahrain, Austrália, Espanha, Mónaco, Inglaterra, Canadá e Japão), Alonso venceu de novo o Campeonato do Mundo de Pilotos.
Em 2007, Alonso ingressou na McLaren e teve a companhia de Lewis Hamilton, que se estreava na F1. Quatro vitórias (Malásia, Mónaco, Europa e Itália), foi o melhor que o piloto espanhol conseguiu, ainda assim perdeu o campeonato por apenas 1 ponto. Foi uma temporada que ficou marcada por vários incidentes entre Alonso e Hamilton, e que levou o piloto espanhol a rescindir o contrato com a McLaren ainda nesse ano.
Alonso regressou à Renault em 2008 mas esteve longe de lutar pelo título de campeão. Duas vitórias, em Singapura e no Japão, foi o melhor que conseguiu, terminando o campeonato no 5º lugar.
O ano que se seguiu foi ainda mais penoso, com apenas um pódio obtido, com o 3º lugar em Singapura. 
Em 2010, Fernando Alonso ingressou na Ferrari. Esteve cinco anos na equipa italiana mas nunca conseguiu melhor que o 2º lugar no Campeonato Mundial de Pilotos, o que aconteceu em 3 anos (2010, 2012 e 2013). obteve 11 vitórias nesses cinco anos, com a última a acontecer no Grande Prémio de Espanha de 2013.
Em 2015, o espanhol regressou à McLaren. Permaneceu quatro anos na equipa britânica onde nunca conseguiu ter um carro minimamente competitivo. O melhor que conseguiu nesses anos foram quatro 5º lugares. No final de 2018, deixou a McLaren e a F1.
Em 2021, Fernando Alonso foi contratado pela equipa de F1 Alpine, a antiga Renault. O 3º lugar no Grande Prémio do Catar foi o melhor resultado que conseguiu nesse ano.
Na temporada seguinte, pontuou em várias corridas mas esteve sempre longe de terminar no pódio.
Em 2023, Alonso ingressou na Aston Martin e obteve o primeiro pódio da equipa na F1 com o 3º lugar no Grande Prémio do Bahrain, a corrida inicial da temporada. Alonso conseguiu mais quatro 3ºs lugares (Arábia Saudita, Austrália, Miami e São Paulo) e foi 2º no Mónaco, Canadá e Holanda. Das 22 corridas do campeonato, o piloto espanhol apenas não pontuou em 3. Terminou o Campeonato Mundial de Pilotos no 4º lugar, a melhor classificação desde 2013.
Os anos de 2024 e 2025, já foram mais desanimadores, com o espanhol a conseguir dois 5ºs lugares, um em cada ano.
Entre 2018 e 2020, Fernando Alonso dedicou-se às provas de endurance, às 500 Milhas de Indianápolis e também participou no Rali Dakar. 
Sagrou-se Campeão Mundial de Resistência com a Toyota em 2018/19. Conquistou as 24 Horas de Le Mans em 2018 e em 2019, também com a Toyota. Ganhou as 24 Horas de Daytona em 2019, com a Cadillac. Participou nas 500 Milhas de Indianápolis em 2017, 2019 e 2020, com o melhor resultado a ser o 21º lugar na sua última participação. Em 2020, disputou ainda o Rali Dakar com a Toyota, terminando a prova no 13º lugar.
Fernando Alonso está há 23 anos envolvido na F1. Disputou 432 Grandes Prémios. Conquistou 32 vitórias, 22 pole-positions, 26 melhores voltas e 106 pódios. Foi Campeão do Mundo em 2005 e 2006. 

23 de novembro de 2025

KICK SAUBER


A Kick Sauber F1 Team foi equipa de automobilismo que participou no Campeonato Mundial de F1 nos anos de 2024 e 2025.
Com o fim do acordo entre a Sauber e a Alfa Romeo e com a entrada da empresa Kick, como principal patrocinador e que também obteve os direitos de denominação da equipa, em 2024 a nova formação passou a designar-se como: Kick Sauber F1 Team.
A estreia da Kick Sauber na F1 aconteceu no Grande Prémio do Bahrain de 2024, com os pilotos Guanyu Zhou e Valtteri Bottas.
O 8º lugar de Zhou, na penúltima prova do campeonato, o Grande Prémio do Catar, deu os únicos pontos à equipa em todo o campeonato.
Em 2025, Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto renderam Zhou e Bottas. Logo na primeira corrida da temporada, na Austrália, Hulkenberg conquistou os primeiros pontos ao obter o 7º lugar na corrida. No Grande Prémio de Inglaterra, a 12ª corrida do campeonato, Hulkenberg foi 3º e deu à equipa o único pódio ao mesmo tempo que o piloto alemão conquistou o seu primeiro pódio na F1, ao fim de 239 corridas disputadas. No final do campeonato a Kick Sauber somou 64 pontos, que lhe valeu o 9º e penúltimo lugar no Campeonato Mundial de Construtores.
A Kick Sauber esteve na F1 durante 2 anos. Disputou 48 Grandes Prémios e conquistou 1 pódio.

4 de maio de 2025

MIAMI

 


O Autódromo Internacional de Miami é uma pista de automobilismo, localizada no estado norte-americano da Flórida.
Em Janeiro de 2018, a F1 anunciou a realização de uma corrida nas ruas de Miami no ano seguinte, no entanto levantaram-se logo vários protestos de moradores que obrigaram a muitas alterações no desenho da pista original. Após largas dezenas de reuniões, com os moradores a algumas empresas locais, a F1 chegou a um acordo com o presidente da câmara Rodney Harris, com a cidade a receber 5 milhões de dólares em financiamento ao longo de 10 anos para os residentes e empresas. ficou acordado ainda um programa para oferecer estágios remunerados a estudantes do ensino secundário e universitário, enquanto o circuito contaria também com barreiras de redução de ruído e monitorização da qualidade do ar durante todo o evento.
Criada pela empresa Apex Circuit Design, em colaboração com uma equipa interna da Formula 1, a pista foi desenhada em torno do Hard Rock Stadium, a casa dos Miami Dolphins da NFL. Com a reta da meta, as boxes e o paddock club junto ao estádio e com três zonas de DRS, o circuito é algo semelhante ao de Albert Park em Melbourne, com 19 curvas e uma parte permanente e outra circuito de rua e onde se podem atingir velocidades próximas dos 330 km/h na maior reta do circuito de 5.412 quilómetros.
No dia 8 de Maio de 2022, a F1 estava de regresso à Flórida (a última vez tinha sido em 1959, no circuito de Sebring). 
Max Verstappen, ao volante de um Red Bull, foi o vencedor do primeiro Grande Prémio de F1 disputado no Autódromo Internacional de Miami, enquanto que Charles Leclerc, em Ferrari, foi o autor da primeira Pole-Position.
Nas 5 corridas disputadas em Miami, Verstappen é o piloto mais vitorioso, com 2 triunfos. Nas equipas, Red Bull e McLaren, venceram 2 provas cada.


2 de fevereiro de 2025

SERGIO PÉREZ


Sergio Michel Pérez Mendoza nasceu no dia 26 de Janeiro de 1990 em Guadalajara no México.

Em 1996, tinha seis anos de idade quando começou a competir nos karts, e foi precisamente no karting que Sergio Pérez se manteve até ao ano de 2003. Em 2004, passou a disputar a Formula 2000. Em 2005 e 2006, competiu no Campeonato BMW ADAC. No ano de 2007, disputou pela primeira vez o Campeonato Internacional de F3 Britânico, tendo-se sagrado campeão, com 14 vitórias e 14 pole-positions em 21 corridas. Em 2008, voltou a disputar o Campeonato Internacional de F3 Britânico mas quedou-se pela 4ª posição final. Seguiu-se o Campeonato GP2 Serie, onde obteve o 2º lugar no campeonato de 2010. 

No final do ano de 2010, Sergio Pérez passou a integrar a Ferrari Driver Academy e foi colocado na equipa de F1 Sauber para disputar o Campeonato do Mundo de 2011.

Pérez estreou-se na F1 no dia 27 de Março de 2011, no Grande Prémio da Austrália, tendo terminado a corrida no 7º lugar. No entanto, acabou por ser desclassificado por infringirem os regulamentos técnicos. Em Espanha, a quinta prova da temporada, obteve os seus primeiros pontos na F1 ao terminar a corrida no 9º lugar.

No ano seguinte, ainda na equipa Sauber, conseguiu o seu primeiro pódio com o 2º lugar no Grande Prémio da Malásia.

Em 2013, desvinculou-se da Ferrari e ingressou na McLaren. O 5º lugar no Grande Prémio da Índia foi o melhor resultado da temporada, e foi sem surpresa que no final do ano anunciou que iria deixar a equipa.

Em 2014, Pérez integrou a Force India e manteve-se na equipa sediada em Silverstone, que mais tarde passou a designar-se por Racing Point, até ao final da temporada de 2020. Durante esses sete anos, Sergio Pérez mostrou ser um piloto rápido, agressivo, e que sabia tratar bem os pneus do seu monolugar, o que lhe valeu alguns bons resultados e a sua primeira vitória na F1 no Grande Prémio de Sakhir em 2020.

Em 2021, juntou-se a Max Verstappen na Red Bull Racing. Nos quatro anos em que esteve ao serviço da equipa austríaca, Pérez conseguiu pontuar na grande maioria das corridas, no entanto nunca se mostrou um piloto consistente, e como prova fica a sua última temporada na Red Bull Racing onde depois de ter conseguido quatro pódios nas cinco primeiras corridas do campeonato, nunca mais terminou entre os três primeiros classificados. No final do ano de 2024, Sergio Pérez e a Red Bull terminaram a sua colaboração.

Depois de um ano afastado da F1, Pérez regressou ao Mundial para integrar a nova equipa Cadillac.

Sergio Pérez esteve 15 anos envolvido na F1. Disputou 288 Grandes Prémios. Conquistou 6 vitórias, 3 pole-positions, 12 voltas mais rápidas e 39 pódios.


12 de agosto de 2024

MARCH 881

 

O March 881, foi o 16º monolugar de F1 construído pela equipa britânica, March Engineering.
Projectado por Adrian Newey, impulsionado pelo motor Judd V8 e com o italiano Ivan Capelli e o brasileiro Maurício Gugelmin como pilotos, o March 881 foi um dos melhores carros atmosféricos do Campeonato do Mundo de F1 de 1988.
Adrian Newey, que desenhou o seu primeiro carro de F1, concebeu um monolugar curto, com uma aerodinâmica aprimorada e que deu prioridade aos detalhes, como o nariz ligeiramente elevado.
Depois de um início de campeonato algo difícil, Capelli terminou em 5º lugar no Grande Prémio do Canadá. Em Inglaterra foi Gugelmin a terminar no 4º lugar e a dar início a um período de seis provas com a equipa inglesa a terminar sempre nos lugares pontuáveis. Em SPA, Capelli largou do 14º lugar e terminou em 3º, dando o primeiro pódio, desde 1976, à March. No Estoril, o piloto italiano saiu da 3ª posição da grelha de partida e terminou a corrida em 2º, atrás do McLaren de Alain Prost. Na penúltima prova do campeonato, no Japão, Ivan Capelli partiu em 4º e na volta 16 chegou a liderar a prova, sendo esta a primeira vez, em quatro anos, que um carro atmosférico liderou um Grande Prémio. 
No final do campeonato, a March terminou na 6ª posição entre os Construtores, com 22 pontos conquistados. No Campeonato de Pilotos, Capelli foi 7º com 17 pontos e Gugelmin 13º com 5 pontos.
O March 881 ainda foi usado nas primeiras duas corridas do Campeonato do Mundo de 1989. Na prova inaugural, no Brasil, Gugelmin terminou no 3º lugar, logo atrás do Ferrari de Nigel Mansell e do McLaren-Honda de Alain Prost, e apesar de a equipa ter usado o novo modelo nas corridas seguintes, os pontos conquistados por Gugelmin em Jacarepaguá foram os únicos da March em todo o campeonato.

10 de setembro de 2023

JEDDAH

 

O Circuito Corniche de Jeddah é uma pista citadina de automobilismo localizada na cidade de Jeddah, na Arábia Saudita.
Depois de no final da década de setenta a Arábia Saudita ter começado a “olhar” para a F1, principalmente através da companhia aérea nacional, Saudia, que patrocinava a equipa Williams, o maior país da Península Arábica passou a ter uma maior ligação com a F1 a partir de 2020, quando a companhia petrolífera estatal Saudi Aramco se tornou um dos patrocinadores do Campeonato do Mundo de F1. 
Foi também em 2020, mais precisamente em Janeiro, que uma delegação da F1 Motorsport viajou até à Arábia Saudita, mais concretamente a Jeddah, para ver os possíveis locais onde seria possível construir uma pista, com a zona da Corniche, junto ao Mar Vermelho, a ser o local indicado. 
Sem surpresa, os responsáveis escolheram a empresa Tilke GmBH, do arquiteto alemão Hermann Tilke, que entregou o projeto da pista ao seu filho Carsten Tilke, com este a desenhar um circuito de 6.175 metros de extensão e que incluia 27 curvas, mas que possibilita que um carro de F1 atinja uma velocidade média de 250 km/h, em cada volta, o que torna o circuito de Jeddah o segundo mais rápido do campeonato, atrás de Monza, e o circuito citadino mais rápido de sempre.
Em novembro de 2020, o Grande Prémio da Arábia Saudita de F1 foi confirmado, em colaboração com a Federação Saudita de Automóveis e Motos. No início do ano de 2021, a zona da Corniche de Jeddah começou a ser preparada para a criação do circuito. Três mil pessoas de cinquenta países diferentes, trabalharam durante oito meses nas obras necessárias e também na montagem de bancadas e dos vários edifícios, como as boxes e o paddock. Foram usados 37.000 toneladas de asfalto, 600.000 toneladas de cimento, 30.000 metros quadrados de tijolos e 1.400 toneladas de vidro.
No dia 5 de Dezembro de 2021, Jeddah albergou o primeiro Grande Prémio da Arábia Saudita, a 21ª prova do Campeonato do Mundo de F1. A Mercedes e Lewis Hamilton não deram hipóteses aos seus adversários e obtiveram a pole-position, a volta mais rápida da corrida e conquistaram a vitória.
Em 2024, O Circuito de Jeddah foi o palco da estreia de Oliver Bearman na F1.
Jeddah tornou-se a casa do Grande Prémio da Arábia Saudita e até aos dias de hoje já se realizaram 5 corridas. A equipa Red Bull já venceu a prova por três vezes, enquanto que Max Verstappen triunfou por duas vezes.

4 de setembro de 2023

ROBERT KUBICA

 

Robert Józef Kubica nasceu no dia 7 de Dezembro de 1984 em Cracóvia, Polónia.
Depois de ter competido em corridas de karting, onde, para além de ter vencido vários campeonatos da Polónia, conquistou o Campeonato Italiano de Junior Karting, o Mónaco Kart Cup, o Troféu Margutti e ganhou a corrida, Elf Masters, Kubica passou pela Formula Renault 2000, pela F3 e em 2005, venceu o Campeonato de Formula Renault 3.5.
Em 2006, a equipa de F1, BMW Sauber, contratou Robert Kubica para piloto de testes. Em Agosto, Jacques Villeneuve ressentiu-se das mazelas do seu acidente durante o Grande Prémio da Alemanha e Kubica foi chamado a substituir o piloto canadiano e assim estreou-se no Campeonato do Mundo de F1 no Grande Prémio da Hungria. Depois de ter arrancado do 9º lugar, terminou a corrida em 7º mas foi desclassificado por o seu carro estar dois quilos abaixo do peso mínimo regulamentar. Nessa temporada, Kubica disputou as restantes cinco provas. No Grande Prémio de Itália, conquistou os seus primeiros pontos na F1 e obteve o seu primeiro pódio ao terminar a corrida no 3º lugar.
No ano de 2007, o piloto polaco conseguiu pontuar regularmente. Das dezasseis corridas que disputou, terminou por onze vezes nos lugares pontuáveis, com o 4º lugar que alcançou em Espanha, França e Inglaterra  ser o seu melhor resultado. Ainda nesse ano e durante o Grande Prémio do Canadá, Robert Kubica sofreu um violento acidente quando tentava ultrapassar o Toyota de Jarno Trulli, na aproximação do gancho, com o seu BMW Sauber a sair descontrolado da pista e a embater a cerca de 300 km/h no muro e a ficar parcialmente destruído, acabando por voltar à pista e parar junto aos rails do lado oposto. Kubica foi retirado do carro pela equipa médica e levado para o centro hospitalar do circuito, tendo apenas sofrido leves ferimentos no tornozelo. 
Em 2008, Kubica confirmou todo o seu potencial. Das dezoito provas do campeonato o piloto polaco pontuou em catorze, tendo obtido sete pódios e conquistou a sua primeira e única vitória na F1 no Grande Prémio do Canadá, precisamente um ano depois do seu pavoroso acidente. No final da temporada, Kubica somou 75 pontos e classificou-se no 4º lugar no Campeonato Mundial de Pilotos.
O ano de 2009 foi bem diferente do anterior. Kubica apenas conseguiu pontuar em cinco das dezassete provas do campeonato, com o ponto alto a ser o 2º lugar que alcançou no Grande Prémio do Brasil.
Em 2010, Kubica ingressou na Renault e voltou a realizar uma temporada bastante positiva, em que conseguiu pontuar em quinze das dezanove provas do campeonato, tendo obtido três pódios, com o melhor resultado a ser o 2º lugar no Grande Prémio da Austrália.
Em Fevereiro de 2011, dias depois de ter realizado os testes de pré-época com a Renault em Valência, Kubica disputou o rali Ronde di Andora, ao volante de um Skoda Fabia. Na primeira etapa do rali, Kubica sofreu um grave acidente quando o seu carro saiu de estrada e bateu nos rails de proteção, com um desses rails a entrar dentro do cockpit do carro e a atingir o piloto polaco. Kubica sofreu sérios ferimentos na mão, braço e perna direitos. para além de ter perdido muito sangue, esteve mais de uma hora preso dentro do carro até ser resgatado. Já no hospital, Kubica foi submetido a uma longa operação, de cerca de sete horas, por sete médicos, separados em duas equipas. Dias depois, foi novamente operado para corrigir as fraturas que sofreu na perna direita, assim como no braço e ombro direito.
Em Janeiro de 2012, a recuperação de Kubica deu um passo atrás quando o piloto polaco escorregou no gelo e fraturou a perna direita, nos arredores da sua casa em Itália. No início de Setembro, Kubica voltou à competição no rali Ronde Gomitolo Di Lana, tendo vencido com mais de um minuto para o 2º classificado. 
Em 2013, Kubica disputou e venceu o Campeonato Mundial de Rally-2 com a Citroen. 
Em 2014 e 2015, continuou a sua participação nos ralis, mas sem obter o sucesso do ano anterior.
Nos anos de 2016 e 2017, disputou algumas corridas de endurance.
Em 2018, Kubica regressou à F1 mas para ser o piloto de reserva e de testes da equipa Williams.
Em 2019, Robert Kubica permaneceu na Williams e voltou a participar no Campeonato do Mundo de F1, oito anos depois da sua última corrida. Com um dos carros menos competitivos do pelotão, Kubica conseguiu conquistar o único ponto da equipa Williams em todo o campeonato ao terminar o Grande Prémio da Alemanha no 10º lugar.
Em 2020, Kubica ingressou na Alfa Romeo mas como piloto de reserva e testes e participou ainda no Campeonato Alemão de Carros de Turismo (DTM).
No ano de 2021, o piloto polaco continuou a desempenhar a função de piloto de reserva e testes. Em Setembro, Kubica substituiu Kimi Raikkonen, quando o piloto finlandês testou positivo à COVID-19, e disputou o Grande Prémio da Holanda, onde terminou no 15º lugar, e também o Grande Prémio de Itália, tendo conseguido o 14º lugar, naquela que foi a sua despedida da F1. Nesse ano participou ainda no European Le Mans Series, campeonato que venceu. Para além das 24 Horas de Le Mans, prova onde se viu obrigado a desistir na última volta com problemas no sensor do acelerador do seu carro, disputou também as duas últimas provas do Campeonato Mundial de Resistência realizadas no Bahrain, terminando ambas no 8º lugar.
Em 2022 voltou a ocupar a função de piloto de testes da Alfa Romeo e continuou a correr em provas de resistência.
De 2023 em diante, Robert Kubica dedicou-se em exclusivo às corridas de endurance, tendo conquistado o título de Campeão do Mundo na classe LMP2.
Em 2024, sagrou-se Campeão do European Le Mans Series, com a equipa Orlean AO Racing, e integrou a equipa AF Corse no Campeonato do Mundo de Resistência, ao volante do Ferrari 499P.
No ano seguinte, Kubica continuou na AF Corse. Em Junho, juntamente com Phil Hanson e Yifei Ye, levou o Ferrari 499P à vitória nas 24 Horas de Le Mans e tornou-se no primeiro piloto polaco a vencer a mitica prova de automobilismo. 
Robert Kubica esteve nove anos envolvido na F1. Disputou 99 Grandes Prémios. Conquistou 1 vitória, 1 pole-position, 1 volta mais rápida e 12 pódios.

20 de agosto de 2023

BENETTON B195

 

O Benetton B195 foi o monolugar que a equipa italiana, Benetton Formula, usou em 1995.
Projetado por Rory Byrne e Ross Brawn, o Benetton B195 era muito semelhante ao seu antecessor, o modelo B194. No entanto, o novo carro de 1995, ao contrário do modelo anterior, foi impulsionado pelo motor Renault V10, o que obrigou Byrne e Brawn a reformular toda a parte traseira do monolugar, desde as fixações para o novo motor, a caixa de velocidades e também toda a suspensão traseira. Outra modificação que o carro sofreu, em relação ao modelo anterior, foi a redução do tamanho das asas, uma alteração imposta pela FIA para limitar a aerodinâmica dos monolugares. 
Pilotado pelo alemão Michael Schumacher e pelo inglês Johnny Herbert, o Benetton B195 venceu 11 das 17 corridas do campeonato de 1995. Schumacher subiu por nove vezes ao degrau mais alto do pódio e lutou com o britânico Damon Hill, piloto da Williams, pelo título de campeão, que o alemão conquistou na antepenúltima corrida do campeonato. 
Com 137 pontos conquistados, contra 112 da equipa Williams, a Benetton venceu pela primeira e única vez o Campeonato do Mundo de Construtores.

14 de agosto de 2023

GLEN DIX

 

Glen Dix nasceu no ano de 1934, na cidade de Victor Harbor, Austrália.
Depois de ter concluído os estudos trabalhou na marina e no porto de Adelaide, a cerca de 80 quilómetros da sua terra natal, durante 40 anos, e foi durante esse período que se apaixonou pelo desporto motorizado.
No início da década de cinquenta e influenciado pelo seu amigo, Ross Schultz, Dix teve o seu primeiro contacto com o automobilismo quando passou a frequentar a Associação de Pilotos de Corrida do Sul da Austrália, onde Schultz era secretário.
Com o passar do tempo a paixão pelas corridas começou a aumentar e Dix viu-se cada vez mais envolvido no desporto automóvel onde desempenhava diversos papéis, tais como: tomar nota das classificações e contagem das voltas, ou auxiliar de transmissão de rádio das provas. Mais tarde, integrou a equipa de limpeza da pista, após acidentes, no circuito oval de terra de Rowley Park.
Em meados da década de cinquenta, mais concretamente entre 1954 e 1955, Dix assumiu a função de director de prova nas corridas disputadas no circuito de Wakefield Park, localizado entre as cidades de Camberra e Sidney. Curiosamente, foi nessa época que passou a ser responsável pelas bandeiras, verde na largada e quadriculada na chegada das provas.
A sua já reconhecida capacidade de organização de corridas valeu-lhe vários convites para ser comissário em provas de ralli, stock cars, corridas em circuito de terra (os famosos speedways australianos) e também em corridas de motos, seja pista ou motocross.
Na década de sessenta, Glen Dix, colaborou no desenvolvimento das regras para as principais competições de kart da Austrália. Sendo posteriormente convidado para assumir o cargo de comissário sénior das principais competições do país da modalidade. A juntar a todas essas tarefas, que sempre cumpriu com toda a dedicação, ainda se envolveu na angariação de fundos para financiar corridas um pouco por toda a Austrália.
Em 1985, quando a F1 realizou a primeira corrida na Austrália, Dix disponibilizou-se para participar no que fosse preciso. Não tendo nenhum trabalho na organização ou administração da prova, Glen Dix abraçou a tarefa de dar a bandeirada no final da corrida.
O seu desempenho artístico ao mostrar a bandeira de xadrez rapidamente ganhou destaque nos jornais e televisões de todo o mundo. Com esse gesto muito característico seu, Glen Dix ganhou um lugar de destaque em todos os adeptos de F1, mas também em pilotos e responsáveis das várias equipas.
Desde essa corrida em 1985, todos os que assistiam ao G.P. da Austrália, nos anos seguintes, ansiavam pelo final da prova para se deliciarem com a atuação de Glen Dix. 
“Eu queria que os competidores sentissem que o esforço deles não tinha sido em vão. Que eles recebessem um sinal que os encorajasse a dizer que valeu a pena vencer”. Palavras de Glen Dix, alguns anos mais tarde, quando já tinha deixado essa brilhante função em 1997.
Dix continuou ligado ao automobilismo, principalmente ao karting, tendo sido um dos formadores do Conselho de Kart do Sul da Austrália, até 2017, altura em que decidiu aposentar-se.
Glen Dix vive tranquilamente na sua terra natal, Victor Harbor.  

6 de agosto de 2023

RALF SCHUMACHER

 

Ralf Schumacher nasceu no dia 30 de Junho de 1975 em Hürth, Alemanha.
Com apenas três anos de idade começou a andar de karting, no kartódromo de Kerpen que o seu pai Rolf geria. Mais tarde, no início dos anos noventa, mais concretamente em 1991, Ralf conquistou a NRW Cup e a Gold Cup. No ano seguinte, ganhou o Campeonato Alemão de Kart Júnior e começou a disputar o Campeonato Formula BMW Júnior. Em 1994 e 1995, participou no Campeonato Alemão de F3, tendo também disputado, em ambos os anos, o Grande Prémio do Mónaco de F3, o Marlboro Masters de F3 e o Grande Prémio de Macau, corrida que venceu em 1995. Em 1996, rumou ao Japão para correr no Campeonato Japonês de GT e também no Campeonato Formula Nippon, tornando-se no primeiro estreante a vencer o campeonato. As boas prestações que desempenhou no Japão valeram-lhe um teste com um carro de F1 da equipa McLaren, em Agosto no circuito de Silverstone. No mês seguinte, foi anunciada a sua contratação pela equipa de F1 Jordan.
No dia 9 de Março de 1997, Ralf Schumacher estreou-se no Campeonato do Mundo de F1 no Grande Prémio da Austrália, a primeira prova da temporada. Na corrida, o piloto alemão desistiu na 1ª volta com problemas na caixa de velocidades do seu carro. Na terceira prova do campeonato, na Argentina, obteve os primeiros pontos e também o primeiro pódio na F1 com o 3º lugar na corrida. Nas restantes corridas da temporada, conseguiu o 5º lugar por quatro vezes em Inglaterra, Alemanha, Hungria e Áustria, e foi 6º em França.
No ano seguinte, Ralf Schumacher teve uma primeira metade de campeonato para esquecer, pois até à oitava corrida ainda continuava sem pontuar, mas nas restantes oito corridas conseguiu o 6º lugar em Inglaterra e na Alemanha, foi 5º na Áustria, 3º em Itália e 2º na Bélgica, atrás do seu companheiro de equipa Damon Hill.
Em 1999, ingressou na equipa Williams e os resultados melhoraram um pouco. Conseguiu três pódios, com o melhor resultado a ser o 2º lugar em Itália e pontuou em mais oito corridas, o que lhe rendeu 35 pontos e o 6º lugar final na classificação no Campeonato Mundial de Pilotos.
No ano de 2000, obteve também três pódios, todos com o 3º lugar, na Austrália, Bélgica e Itália, e obteve por duas vezes o 4º lugar e conseguiu três 5ºs. No final do campeonato e apesar de ter somado 24 pontos, menos onze que no ano anterior, foi 5º classificado.
O ano de 2001 foi bem mais positivo. Após três corridas disputadas, Ralf Schumacher tinha dois pontos conquistados, devido ao 5º lugar que conseguiu na Malásia. Na quarta corrida do campeonato, em San Marino, conquistou a sua primeira vitória na F1, tendo liderado todas as 62 voltas da corrida. Voltou a vencer, no Canadá e na Alemanha, e obteve mais dois pódios com o 2º lugar em França, onde conquistou a sua primeira pole-position, e o 3º em Itália, pelo meio foi 4º em Nurburgring, onde se disputou o Grande Prémio da Europa, e na Hungria, tendo obtido o 6º lugar na última prova da temporada, no Japão. Nas contas finais do campeonato, colecionou 49 pontos, que lhe deram a 4ª posição no Mundial de Pilotos.
Em 2002, Ralf pontuou em dez das dezassete corridas do campeonato. Ganhou na Malásia, foi 2º no Brasil, 3º em San Marino, Mónaco, Alemanha e Hungria, 4º na Áustria e em Nurburgring, e 5º em França e na Bélgica. No final do campeonato, igualou o 4º lugar da temporada anterior, mas desta vez com 42 pontos.
No ano de 2003, o piloto alemão pontuou nas dez primeiras provas da temporada, tendo inclusive, vencido o Grande Prémio da Europa e o Grande Prémio de França. Já nas restantes seis corridas, pontuou apenas por uma vez. Ralf Schumacher terminou a temporada com o 5º lugar no Campeonato Mundial de pilotos, com 58 pontos.
Em 2004, o alemão iniciava a temporada com grandes ambições, mas após nove corridas apenas tinha conseguido pontuar em quatro corridas, sendo o 4º lugar, obtido na Austrália, o melhor resultado. Nessas nove provas foi desclassificado no Canadá, por irregularidades nos dutos de travão do seu carro, depois de ter terminado a corrida no 2º lugar. No Grande Prémio dos Estados Unidos, Ralf Schumacher sofreu um grave acidente, quando seguia a cerca de 320 km/h, tendo o seu carro batido no muro à entrada da reta da meta do circuito de Indianápolis. O piloto germânico sofreu uma concussão cerebral e duas pequenas fraturas na coluna vertebral, o que o obrigou a perder seis corridas. Três meses depois do acidente, Ralf Schumacher voltou à F1 para disputar as três últimas corridas da temporada. Após ter desistido na China, foi 2º no Japão e 5º no Brasil.
Em 2005, Ralf trocou a Williams pela Toyota. Nesse ano pontuou em catorze das dezanove corridas do campeonato. O 3º lugar que conseguiu no Grande Prémio da Hungria e também no Grande Prémio da China, foram os melhores resultados do ano.
No ano seguinte, Ralf Schumacher conseguiu um pódio, com o 3º lugar no Grande Prémio da Austrália e pontuou em mais seis corridas, mas sempre longe dos lugares da frente.
Em 2007, o piloto alemão apenas conseguiu pontuar em três das dezassete corridas do campeonato. No final dessa temporada retirou-se da F1.
Depois de ter deixado a F1, Ralf Schumacher disputou o Campeonato Alemão de Carros de Turismo, entre 2008 e 2012, mas sem ter conseguido resultados relevantes.
Em Março de 2013, Ralf anunciou que tinha colocado um ponto final na sua carreira de piloto e passou a ser acionista e gerente da equipa de automobilismo, Mücke Motorsport. A partir de 2019, passou a ser comentador de F1 no canal de televisão Sky Deutschland. 
Ralf Schumacher esteve 11 anos envolvido na F1. Disputou 180 Grandes Prémios. Conquistou 6 vitórias, 6 pole-positions, 8 voltas mais rápidas e 27 pódios.

30 de julho de 2023

MERCEDES F1 W07

 

O Mercedes F1 W07 foi o monolugar que a marca alemã construiu para competir em 2016.
Projectado por Paddy Lowe (Director Técnico), em colaboração com Aldo Costa (Diretor de Engenharia), John Owen (Designer Chefe) e Mike Elliott (Chefe de Aerodinâmica), Jarrod Murphy (Chefe de Aerodinâmica), o Mercedes F1 W07 foi o 9º carro de F1 que a marca alemã fabricou.
Apesar de ser muito idêntico ao seu antecessor, o Mercedes F1 W06, usado em 2015, o Mercedes F1 W07 apresenta algumas alterações importantes. As mudanças mais visíveis foram ao nível da aerodinâmica, principalmente na área de cobertura do ar e do motor. Foram ainda realizadas pequenas alterações na suspensão e também o motor foi revisto para o tornar mais eficiente.  
Com Lewis Hamilton e Nico Rosberg como pilotos, o Mercedes F1 W07 venceu 19 das 21 corridas da temporada de 2016 (Hamilton 10 e Rosberg 9). Um registo verdadeiramente esmagador e que não deu a mínima hipótese aos seus adversários. As duas únicas corridas que o Mercedes F1 W07 não venceu aconteceram devido a situações infelizes, pois em Espanha Rosberg e Hamilton envolveram-se numa colisão no que resultou no abandono de ambos, enquanto que na Malásia foi uma falha de motor a roubar a vitória a Hamilton, quando o piloto inglês liderava a corrida de forma confortável.
Nesse ano de 2016, o Mercedes F1 W07 tornou-se no segundo carro mais dominante na história da F1 depois de vencer 19 das 21 corridas do campeonato de 2016. Além disso, o carro detém o recorde de mais vitórias em uma única temporada, embora seja claramente uma prova do campeonato mais longo.
O Mercedes F1 W07 também conquistou 20 pole-positions nas 21 corridas (12 para Hamilton e 8 para Rosberg).
A três corridas do final da temporada, a Mercedes garantiu o título de Campeão do Mundo de Construtores. Já o Campeonato de Pilotos foi conquistado por Nico Rosberg na última prova da temporada.

23 de julho de 2023

RIVERSIDE

 

O Autódromo Internacional de Riverside, foi um circuito de automobilismo situado na cidade de Riverside, no estado norte-americano da Califórnia. 
Na década de quarenta, o alemão Rudy Cleye imigrou para os Estados Unidos onde passou a trabalhar como gerente no Diamond Horseshoe e no Riviera em Nova Iorque, antes de se mudar para a Califórnia onde abriu um restaurante. Entusiasta de corridas de automóveis, Cleye criou a West Coast Automotive Testing Corp, uma organização que tinha o obectivo de encontrar uma solução para a falta de pistas permanentes no estado da Califórnia. 
Em meados dos anos cinquenta, teve início a construção do circuito de Riverside, no entanto depressa os recursos financeiros esgotaram-se e foi o industrial John Edgar que acabou por subsidiar as obras. Em 1957, o Autódromo Internacional de Riverside foi concluído. 
Localizada no deserto, perto das montanhas San Bernardino a leste de Los Angeles, a pista de 5.230 metros foi inaugurada no dia 21 de Setembro de 1957 com duas corridas organizadas pelo California Sports Car Club, que foram vencidas pelo norte-americano Richie Ginther e pelo mexicano Ricardo Rodriguez. O segundo evento realizado em Riverside, no mês de Novembro, desse mesmo ano de 1957, serviu como “trampolim” para o piloto local Dan Gurney mostrar todo o seu valor ao lutar de igual com os já consagrados, Carroll Shelby, Masten Gregory, Ken Miles e Phil Hill. 
No dia 20 de Novembro de 1960, o Autódromo Internacional de Riverside sediou o segundo Grande Prémio dos Estados Unidos de F1, a décima e última prova do Campeonato do Mundo de 1960. Stirling Moss, em Lotus-Climax, obteve a pole-position e venceu a corrida, na frente do seu companheiro de equipa, Innes Ireland e de Bruce McLaren, em Cooper-Climax. Jack Brabham, também em Cooper-Climax, foi o autor da volta mais rápida da corrida e com o 4º lugar na corrida sagrou-se Campeão Mundial de Pilotos. Essa foi a única corrida de F1 disputada em Riverside.
Nos anos seguintes, o circuito mudou constantemente de proprietário mas passou a ser um dos autódromos pilares do campeonato NASCAR e também do campeonato de carros desportivos IMSA. 
Na década de oitenta, com o crescimento da cidade de Moreno Valley, e com os graves problemas financeiros para manter o circuito em funcionamento, parcelas de terreno foram vendidas e o desenho original da pista sofreu alterações. Em 1988, foi anunciado que o circuito seria vendido para ser demolido e no seu lugar iria nascer um Shopping e também moradias. 
No dia 2 de Julho de 1989, foi disputada a última corrida no Autódromo Internacional de Riverside. 
Atualmente já nada resta do circuito e nem existem vestígios de que no local já houve uma pista de corridas. Como forma de homenagem, algumas ruas, que agora ocupam o que antes foi o circuito, têm o nome de alguns dos pilotos mais famosos que correram em Riverside, como Gurney Place, Donohue Court, Surtees Court, Brabham Street, Andretti Street e Penske Street.

16 de julho de 2023

LOTUS 49

 

O Lotus 49 foi a grande arma de Colin Chapman para os campeonatos de 1967 e 1968.
Projetado por Maurice Philippe, em colaboração com o próprio Colin Chapman, o Lotus 49 apresentou uma inovação importante na F1, com o motor a ser fixado ao chassis através de parafusos, o que foi depois copiado por todas as equipas.
Impulsionado pelo sensacional motor Ford Cosworth DFV V8, concebido por Keith Duckworth e financiado pela Ford, O Lotus 49 praticamente tornou todos os carros das equipas adversárias desatualizados, assim que Jim Clark o estreou com uma vitória no Grande Prémio da Holanda de 1967.
Caracterizado por linhas simples e elegantes, o Lotus 49 era um chassis muito básico, o que lhe era permitido pelo facto do motor Ford Cosworth V8 de quatro válvulas por cilindro, poder ser usado como elemento de fixação das suspensões e de restantes elementos do carro. 
Apesar de Jim Clark ter ganho quatro corridas em 1967, acabou por ser Denny Hulme, da Brabham-Repco, a conquistar o título, devido às muitas falhas mecânicas que o Lotus 49 sofreu.
Clark conquistou a sua última vitória na F1 em Kyalami, com o Lotus 49, onde se correu o Grande Prémio da África do Sul, a primeira corrida de 1968, antes do seu acidente mortal em Hockenheim, numa corrida de F2, quatro meses depois. Graham Hill, passou a liderar a equipa na pista e venceu o Campeonato Mundial de Pilotos, tendo ganho três corridas. Jo Siffert, da equipa privada de Rob Walter, ganhou o Grande Prémio de Inglaterra, onde os dois pilotos da Lotus, Hill e Jackie Oliver, desistiram.
O Lotus 49 continuou a ser usado, em 1969 e 1970, pela equipa Lotus e também por várias equipas privadas e apadrinhou a primeira vitória de Jochen Rindt na F1, no Grande Prémio dos Estados Unidos de 1969, e a estreia de Emerson Fittipaldi na F1, no Grande Prémio de Inglaterra de 1970.
A última vitória do Lotus 49 aconteceu no Grande Prémio do Mónaco de 1970, com Jochen Rindt ao volante.
O Lotus 49 disputou 42 Grandes Prémios. Conquistou 12 vitórias, 19 pole-positions, 23 pódios e conquistou 2 Campeonatos Mundiais de Construtores e 2 Campeonatos Mundiais de Pilotos, com Graham Hill em 1968 e Jochen Rindt em 1970.

9 de julho de 2023

JOCHEN MASS


Jochen Richard Mass nasceu no dia 30 de Setembro de 1946 em Dorfen, Alemanha.
Depois de deixar os estudos, foi para a marinha mercante onde esteve durante três anos, tendo percorrido praticamente o mundo inteiro. Aos 20 anos, deixou a vida no mar e passou a trabalhar num banco. Até que um dia, a sua namorada o levou a assistir a uma corrida de automobilismo, onde Jochen Mass despertou o interesse pelos carros. Pouco tempo depois deixou o trabalho no banco e tornou-se mecânico no revendedor da Alfa Romeo em Mannheim, tendo participado, alguns meses depois, na sua primeira prova de automobilismo, numa corrida de montanha. Em 1968, com 21 anos de idade, disputou a sua primeira corrida de circuito numa pista de aviação na cidade de Ulm, com um Alfa Romeo GTA do concessionário onde trabalhava e venceu a sua classe. 
Depois de correr com um Ford Capri no Campeonato Alemão de Carros de Turismo, Jochen Mass disputou, com sucesso, algumas corridas de Formula Vee e também de F3. Em 1972 e 1973 correu no Campeonato Europeu de F2.
No dia 14 de Julho de 1973, estreou-se no Campeonato do Mundo de F1 no Grande Prémio de Inglaterra com um Surtees-Ford da equipa do antigo campeão mundial, John Surtees. Depois de ter arrancado do 14º lugar, desistiu devido a acidente ainda na 1ª volta. Nesse ano, disputou ainda os Grandes Prémios da Alemanha e dos Estados Unidos.
No ano seguinte, Mass continuou com a Surtees até ao Grande Prémio da Alemanha, a 11ª corrida do campeonato. Nessas onze provas, o piloto alemão desistiu em oito, não largou por uma vez e terminou as outras duas no último lugar, 17º no Brasil e 14º em Inglaterra. Nas derradeiras provas da temporada, Mass correu pela McLaren.
Em 1975, Jochen Mass continuou com a equipa McLaren. Depois de um decepcionante 16º lugar na primeira corrida da temporada, na Argentina, Mass conseguiu o seu primeiro pódio com o 3º lugar no Brasil. Seguiu-se o Grande Prémio da África do Sul, onde foi 6º. Na quarta prova do campeonato, em Montjuïc, onde se disputou o Grande Prémio de Espanha, Jochen Mass conquistou a sua única vitória na F1, numa corrida que teve apenas 29 voltas, devido ao acidente de Rolf Stommelen que vitimou quatro pessoas. Ainda nessa temporada, conseguiu o 3º lugar em França e nos Estados Unidos, foi 4º na Áustria e 6º no Mónaco.
Em 1976, Mass teve o britânico James Hunt como companheiro de equipa. Nas seis primeiras corridas do campeonato, o alemão pontuou em cinco e conseguiu um pódio, com o 3º lugar no Grande Prémio de África do Sul. Nas restantes dez provas, pontuou em 3 e repetiu a 3ª posição em Nurburgring, onde se correu o Grande Prémio da Alemanha.
No ano de 1977, Mas conseguiu pontuar em 8 corridas, tal como no ano anterior, e também obteve dois pódios, foi 2º na Suécia e 3º no Canadá. No final do campeonato, classificou-se na 6ª posição e somou 25 pontos, a sua melhor classificação da sua carreira na F1.
Em 1978, Jochen Mass trocou a McLaren pela ATS, mas a temporada foi um autêntico fracasso sem um único ponto conquistado. Para piorar a situação, sofreu um acidente durante uns testes em Silverstone que o atirou para a cama do hospital com a tíbia, fêmur e joelho fraturado e ainda com um pulmão perfurado.
Após recuperar, Mass ingressou na equipa Arrows com a qual correu em 1979 e em 1980. Terminou por três vezes no 6º lugar em 79 (Mónaco, Alemanha e Holanda), em 80 foi também 6º mas na África do Sul e depois terminou o Grande Prémio do Mónaco na 4ª posição, os seus últimos pontos na F1.
Depois de ter ficado fora da F1 em 1981, Mass regressou em 1982 com a equipa March, mas foi uma temporada infeliz, sem pontos conquistados e que ficou marcada pelo seu envolvimento no acidente que vitimou o canadiano Gilles Villeneuve. Após um grave acidente, em que saiu ileso, no Grande Prémio de França, Mass decidiu retirar-se da F1. 
Para além da F1, Mass foi piloto de corridas de Endurance. Correu nas 24 Horas de Le Mans por 12 vezes e venceu em 1989 ao volante de um Sauber-Mercedes.
Nos nove anos em que esteve envolvido na F1, Jochen Mass disputou 105 Grandes Prémios. Conquistou 1 vitória, 2 voltas mais rápidas e 8 pódios.
Jochen Mass faleceu no dia 4 de Maio de 2025, devido a complicações de um derrame que sofreu em Fevereiro passado.

2 de julho de 2023

STEFANO DOMENICALI

 

Stefano Domenicali nasceu no dia 11 de Maio de 1965 em Imola, Itália.
Após terminada a sua licenciatura em Economia e Comércio pela Universidade de Bolonha, iniciou a sua carreira na Ferrari no ano de 1991, primeiro a trabalhar no departamento financeiro da empresa onde tratou das relações internas com a Fiat. Pouco tempo depois, passou a trabalhar com a equipa de F1 na Seção de desenvolvimento. 
Em 1995, assumiu a função de chefe do Departamento de Gestão Desportiva, tendo a seu cargo a coordenação dos patrocínios.
Em Dezembro de 1996, passou a Gerente da Equipa, cargo que ocupou até 2002, altura em que se tornou Director Desportivo, função que desempenhou durante cinco anos. 
No dia 1 de Janeiro de 2008, Domenicali ocupou o lugar de Director de Equipa, substituindo Jean Todt que passou a Director Executivo da Ferrari. Durante a sua chefia a Ferrari conquistou o título de Campeão Mundial de Construtores em 2008. Nos cinco anos seguintes o melhor que a equipa italiana conseguiu foi o 2º lugar em 2012.
Em Abril de 2014, Stefano Domenicali renunciou ao cargo de Director de Equipa e em Outubro desse mesmo ano foi contratado pela Audi para vice-presidente das novas iniciativas de negócios.
Em Março de 2016, foi nomeado Director Executivo da Lamborghini. Sob a sua gestão, a marca italiana ultrapassou 1 bilhão em facturação no ano de 2017. No ano seguinte foi lançado o Super SUV Urus,  as vendas subiram 51% em comparação com o ano anterior e a facturação cresceu 40%. Finalmente, em 2019, as vendas aumentaram 43%, atingindo 8.205 carros entregues. 
Domenicali assumiu também a função de presidente da Comissão de Monolugares da FIA.
Em Setembro de 2020, Domenicali foi nomeado CEO e presidente da Formula 1, substituindo Chase Carey já em Janeiro de 2021.